terça-feira, 22 de outubro de 2019

Hierarquia no Almas e Angolas

Hierarquia no Almas e Angolas

Etapas Evolutiva de um Filhos de Santo
   Em almas e Angola, o ingresso do filho de Santo no Terreiro acontece após uma limpeza espiritual denominada sacudimento ou como mais conhecido hoje em dia ebó. Essa limpeza é realizada na Casa das Almas, na praia ou na cachoeira que serve como pré-requisito para a futura participação na corrente e nos trabalhos mediúnicos. Após a limpeza o novato é levado ao terreiro onde recebe o Amaci. Nesse momento, o futuro médium assume definitivamente um compromisso de acender durante 7 sexta-feiras ou segundas-feiras uma vela de cera para o Anjo de Guarda, acompanhada de um copo de água do lado esquerdo.
 
   O amaci utilizado nesse primeiro momento é produzido na sexta-feira santa .São ervas que são colhidas quando não são expostas ao sol ( antes das 6hras/ depois das 18hras) pois com os raios solares as plantas realizam a fotossíntese e esse momento não é bom colher as folhas. Trata-se de um líquido sagrado feito com seiva das ervas amassadas pelos próprios médiuns e com as bebidas representado Entidades espirituais (Menos Exu e Pomba- Gira) e  Orixás conforme a tabela:



  Esse composto é usando durante o ano todo, principalmente nas obrigações de camarinha, nos batizados e em determinados trabalhos de limpeza. são guardados normalmente em pegi e conservado em garrafões de 5 litros ou garrafas peti.
   Após ingressas na corrente ( Trabalhos espirituais) o médium passa por um período de desenvolvimento. Nesse período é desenvolvida a mediunidade e o novato passa a ser conhecido como médium em desenvolvimento. O desenvolvimento é realizado nas quartas-feiras, só participam desses trabalhos os médiuns mais antigos da casa, que auxiliam a Mãe de Santo dirigente do terreiro. Nesses trabalhos o médium passa a "girar" com o seu pai e mãe de cabeça, ou seja após o jogo de búzio são vistos os Orixás do futuro médium e são  esses que serão chamados a desenvolver o iniciado. Durante alguns meses ( ou anos conforme o médium ) essa pessoa só pode receber o Pai e a Mãe de Cabeça.
  Durante o período o médium passa pelo batismo. Nesse momento recebe a guia de Anjo de guarda ( Colar com contas brancas / leitosas). O batismo só pode ser realizado em situações muito especificas: na Sexta- feira Santa, na Cachoeiras ou em semana de Obrigação de Camarinha ( Na sexta-feira). O médium escolhe um padrinho e uma madrinha que representam dois santos da Igreja Católica. O padrinho representa o Santo Católico e a Madrinha a Santa Católica. O Sincretismo é muito presente no ritual Almas e Angola.

As Sete Etapas Evolutivas de um Filho de Santo

  • Primeira-Etapa : Batismo 
  • Segunda-Etapa: Obori
  • Terceira-Etapa: Feitura de Pai Pequeno ou Mãe Pequena 
  • Quarta- Etapa: Feitura de Babá ou Babalaô
  • Quinta -Etapa: Reforço de Sete Anos 
  • Sexta- Etapa: Reforço de Quatorze Anos
  • Sétima - Etapa: Reforço de Vinte e um Anos.




  As obrigações após o Obori devem ser realizadas respeitando um intervalo de sete anos, pois assim, após passar por todas as etapas, o Pai ou Mãe de santo recebem a denominação de Tata no santo ( Pai velho ou Mãe Velha no Santo). Isso faz com que médium do Ritual Almas e Angolas firme , desenvolva e aperfeiçoe seu Orixá, ao decorrer do desenvolvimento das faculdades mediúnicas onde o filho de santo galga os sete passos em direção ao assentamento de seu orixá em seu ori (palava em nago que significa cabeça ou coroa).  
  Para cada Etapa o médium submetido a uma série de obrigações, principalmente a partir da terceira etapa, ou seja, obrigações de Pai ou Mãe Pequena. Para Realizar essas obrigações o médium, obrigatoriamente, deverá ter passado pelo batismo e pelo Obori.
Nessa obrigação chamada Camarinha  que tem início na Segunda-Feira, o médium recebe a coroa do seu Orixá Maior, que segue em uma serie de ritos até a Sexta Feira onde será coroado o médium para o seu Orixá dominante, ou o que chamamos Orixá de frente. Após cada obrigação realizada, o médium sai na chamada festiva "Saída de Camarinha" onde recebe as guias (colares) diferentes, cada guia contendo 5 fios, a de Oxalá, e dos seus Pais, Orixá masculino e Orixá Feminino.  O médium Oborizado possui  apenas uma guia branca leitosa  e duas do Pai e Mãe de cabeça.

Um Exemplo:
 
       Orixá        :    Cor da sua Guia Correspondente  
  • Oxalá : Branca Leitosa
  • Nanã : Lilás Cristal ou Leitosa
  • Xangô : Marrom Cristal
  • Ogum: Vermelho Cristal
  • Oxum: Azul Cristal
  • Oxossi: Verde Cristal
  • Iansã : Amarelo cristal ou coral (laranja)
  • Bejada: Azul claro e Rosa
  • Almas : Branco (em numero maior) e preto
  • Exú/ Pomba Gira: Vermelho e preto ou Preto (em numero maior) e branco.




      Após a obrigação de  Babá ou Babalaô o médium passa a usar uma guia branca e uma toda colorida, onde   estão representados todos os Orixás.
    No reforço de sete anos o médium recebe uma guia com sete finos da cor do seu Orixá maior, intercalada com sete firmas representando o segundo Orixá.
    Na Obrigação de Quatorze anos o médium recebe uma guia com 16 fios da cor do seu Orixá Maior e uma outra guia, também de fios representando o segundo Orixá. A segunda Guia recebe o número de fios  conforme o número correspondente ao Orixá.

    Exemplo:

    Numerologia dos Orixás
    Oxalá : 10
    Oxaguiã: 08
    Iemanjá: 09
    Xangô: 04/ 12
    Nanã: 13
    Ogum: 03/ 14
    Oxum: 5
    Oxossi: 06
    Iansã : 11
    Obaluaiê: 13
    Exú/ Pomba Gira: 1/ 7
    Ibeji: 2

    Após a obrigação de 21 anos o médium recebe uma guia toda feita de búzios denominada Brajá. Essa guia representa para o médium a "última" etapa ritualística dentro do ritual de Almas e Angola.

    Axé, o que significa?

    Axé, o que significa?

    Para muitos que já ouviram essa palavra e não sabem o significado exato dela, ela é de origem yorubá e é muito usada também nas casas de candomblé. O termo Axé significa "força, poder" mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo: Eu digo: -" Estou conseguindo resolver meus, problemas no trabalho." e o outro responde: " Axé!" esse Axé significa ai dito equivalente ao um "Amém" do catolicismo ( que Deus permita).
       Mas, o Axé ainda poe significar a própria Casa seja de Almas e Angolas , seja de Candomblé, em toda sua plenitude. Daí, uma Yalorixá ser chamada de Yalaxé (Iyálàse),ou seja, Mãe do Axé, ou uma pessoa responsável pelo zelo do Axé ou forças da casa do Orixá. As pessoas que vão as casa de santo, que vão em buscas de suas respostas, de um conforto ou até mesmo em busca de um Axé para que se possa receber uma graça, seja de uma enfermidade ou motivos pessoais. O Axé também pode significar "vida". E tudo que tem vida tem origem, chamar a vida é chamar o Axé e as origens . Os Orixás são Axé , os Orixás são vida.

    O Porque de Bater cabeça?

    O Porque de Bater cabeça?

    Quero trazer aqui uma questão que muitas vezes é mal compreendida ou interpretada de forma diferente por pesquisadores, quanto ao rito de bater cabeça dentro das religiões afro-brasileira.
    Dentro da história temos várias interpretações, e dentro dos conhecimento das casas cada dirigente passa aos seus seguidores da forma que lhe foi ensinado, mas o ato de bater a cabeça é um dos fundamentos importantes da religião.O ato bater cabeça,talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde os princípios dos tempos.
    O ato de levantar a cabeça ao solo é encontrado , praticamente em todas as religiões e foi traduzido para alguns protocolos do mundano tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade.
      Seu significado pode ser interpretado  como (reconhecimento da ) submissão do ser humano diante da onipotência da deidade , muitas vezes representadas através de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de repeito e de entrega.
    (Foto tirada de um terreiro de umbanda)

    Também pode ser entendido como representação de humanidade, bem como uma forma de agradecimento (Pai e a Mae terra que, através de sues mistérios, nos dá tudo nos sustenta e mantém).
    Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa respeito pela deidade, Orixá, guias e entidades que são presentado tanto pelo congá , como pelos pontos de forças e energias (atabaques), e ainda nas figuras dos sacerdotes ou mais velhos na religião. A ritualística por variar de terreiro para terreiro, função de doutrina e fundamentos próprios.É quando entramos em contato com as nossas energias ligadas aos o Orixás. As formas de reverenciar os Orixás são muitas, da mesma forma quando encontramos nossa Mãe ou Pai de santo dentro do terreiro , Avô ou Avó, que nesse caso quando levamos nosso Ori (cabeça) ao chão estamos reconhecendo o quanto da importância do Orixá em nossa vida, fazendo isso estamos batendo cabeça para os Orixás da nossa Mãe ou Pai de Santo, Avô ou Avó, e no caso do dirigente o repeito e permissão que possa dar ao filho de santo adquirir conhecimento daquele que está cuidando da nossa formação espiritual , aquele por qual embala sessão a sessão nossos Orixás.
      Sim gente o dirigente tem a responsabilidade na formação espiritual de seus filhos de Santo.No Almas e angolas , é prostrasse diante ao pai maior pedindo piedade e clemencia, perdão é um ato de humildade.


    De Joelhos Sim!

      Dentro de várias ritualísticas que se desenvolvem no terreiros de Umbanda, é comum vermos principalmente no início e términos dos trabalhos espirituais o corpo mediúnico com os joelhos nos chão. Alguns vêem esta postura como arcaica e sem sentido, porém  nunca se deram ao trabalho de analisarem detidamente tal comportamento.
      É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriram em seus rituais o ajoelhar, exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestações de humanidade que todos devem ter, seja para com o Divino, seja para com o próximo.
      Da mesma forma, o ato de postar-se de joelhos fazia e faz aos fiéis que assistiam ou assistem as manifestações religiosidade, a seriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote, frente ao plano espiritual superior.
    Infelizmente, é do conhecimento de todos que, ao lado de criaturas humildemente, simples, meigas e carinhosas que estão sempre dispostas a dar o seu suor à  Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas, "auto-suficientes", que procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas "qualidades" e minimizando as virtudes alheias.
    Bater Cabeça: Ritual que quer dizer cumprimentar respeitosamente e humildemente. Consiste em abaixar -se  (posta-se) aos pés dos congá ou a uma Entidade Espiritual e tocar sua cabeça ao chão, ao seus pés. Representando respeito e humildade.



    segunda-feira, 21 de outubro de 2019

    Mediunidade de Ogãs

    Mediunidade de Ogãs

    Mediunidade de Ogã ( A importância do Atabaque )

    Os atabaques são sagrados e tem a capacidade de atravez de seus toques e vibrações convocar os Orixás a terra.
    São codigo de acesso e chave para o mundo espiritual.

    Ser Ogã é muito mais do que ser aquela pessoa no fundo do congá, tocando músicas bonitas para as entidades, médiuns e assistentes.

    Ser Ogã é participar de forma efectiva e consciente nos trabalhos. Isso exige conhecimento, concentração, responsabilidade e mediunidade. Sim, mediunidade. O Ogã também é médium, sabia?

    É o médium responsável pelo canto, pelo toque, pela sustentação e equilíbrio harmónico dos rituais. Diferente do que muita gente pensa, um Ogã pode incorporar, porém a sua mediunidade manifesta-se normalmente de forma diferente do restante do corpo mediúnico. Manifesta principalmente através da sua intuição, das suas mãos, braços e cordas vocais onde os Guias responsáveis pela toque e pelos cantos imantam os seus médiuns, tal como fazem os demais, e comandam todo sector da curimba.





    Esses mestres da música actuam activamente, mas de forma pouco perceptível à grande maioria dentro do ritual de Umbanda e, muitas vezes, são poucos lembrados ou sequer é conhecida a sua existência. Mas não é verdade que todos os Guias da casa saúdam “os atabaques” quando incorporados nos seus médiuns? Na realidade, eles estão saudando seus “colegas” anónimos[1] de trabalho, a magia e força lá assentada e que se manifesta através dos seus médiuns (Ogãs) que os representam junto ao atabaque.

    Porém, às vezes, essa actuação “passiva” desses guardiões do mistério do som torna-se “activa” e acontece uma espécie de “incorporação”: o Ogã toca um ponto ou um toque por ele até então desconhecido e depois esquece-o. Isto deve-se ao facto de todos os Ogãs trabalharem de forma activa e mediúnica em parceria com esses mentores, profundos conhecedores dos mistérios do som ou da música.

    Os atabaques, quando devidamente consagrados e activados pelos Ogãs, são verdadeiros instrumentos de auxílio espiritual, pois são capazes de canalizar, concentrar e irradiar energias que tanto podem ser movimentadas pelo próprio Ogã como pelas entidades de trabalho para os mais diversos fins.





      Muitos são os trabalhadores espirituais anónimos dentro do ritual de Umbanda, pois não são apenas os Guias de trabalho, aqueles que incorporam, que lá actuam. Existe toda uma corrente espiritual actuando, desde o lado exterior do Templo até chegar aos que estão manifestados na matéria, dando seus conselhos e “receitas”. Não pense que ao estar sentado na assistência esperando a sua vez de ser atendido não está sendo trabalhado e ajudado. Por isso, se é frequentador de um Templo de Umbanda, comporte-se de maneira a receber essas vibrações que o acompanham desde o momento que você entra no Templo até sair (muitas vezes até depois de sair) e interaja com o ritual, cantando, batendo palmas, concentrado em seu “pé de dança” ou simplesmente usufruindo das vibrações emanadas por toda essa corrente anónima no astral. Não fique conversando ou comentando sobre algo ou alguém, deixando a sua vibração distanciar-se das bênçãos transmitidas durante um sessão de Umbanda.



    O Coco na Umbanda!

    O Coco na Umbanda!





      O coco é o fruto do coqueiro, uma fruta composta de uma casca fibrosa e sua “semente” interna: o endocarpo lenhoso, aquela parte branca e comestível junto com a parte líquida. Todos já vimos a sua utilização nas giras de Umbanda, principalmente na linha dos Pretos Velhos e Baianos, para usar como cuia de bebida, para firmar algum ponto de força, para quebrar alguma demanda, etc...

    Mas, por que
     o coco? Se analisarmos alguns aspectos sobre o cultivo desta fruta e sobre seus usos, poderemos imaginar o porquê da sua utilização por nossos guias e sacerdotes, em rituais mágicos, seja como condutor, armazenador ou irradiador de energia. O coqueiro é conhecido como “árvore da vida”, pois do seu fruto, o coco, se obtém mais de 100 produtos, dentre eles: leite de coco, óleo de coco, água de coco, etc.

    As plantações de coco estão localizadas no litoral brasileiro, principalmente na região nordeste. Estas árvores, devido a sua localização, recebem fortes ventos durante sua vida produtiva, acumulando em seus frutos esta energia.

    Sabemos também que elas necessitam de cerca de 2.000 horas de luz por ano para seu completo desenvolvimento e frutificação, logo, contabilizando cerca de 8 horas de sol por dia, o coqueiro precisa de 250 dias de sol por ano, o que corresponde a 68% dos dias do ano ensolarados. O que culmina em um grande acúmulo desta energia que irradia do fogo solar.Levando em conta que como todas as outras árvores e plantas o coqueiro absorve seus nutrientes do solo, acumula em seu fruto, ao longo de sua maturação a energia que irradia de nossa mãe terra.Pela água que absorve e armazena na forma liquida em seu interior durante toda a vida este fruto possui e irradia a energia aquática.

      Logo, temos em um só lugar os quatro elementos que utilizamos na manipulação de energia na nossa Umbanda: o fogo, a terra, a água e o ar. Quando se arrebenta um coco para um descarrego, em um instante pequeno de tempo se rompe e se espalha toda esta energia armazenada em seu interior.Do mesmo modo quando se usa um coco partido ao meio como firmeza, estamos ativando e utilizando os elementos naturais disponíveis e concentrando aquela energia para a segurança do local desejado. Ou, quando usamos o coité para ingerirmos alguma bebida durante nossos rituais, estamos simbolicamente ingerindo esta força acumulada e interiorizando esta energia.

    E ainda sabemos que a água do coco é um líquido isotônico em relação ao nosso corpo, ou seja, ela possui uma concentração de água e sais minerais muito próxima daquela dos líquidos que constituem nosso organismo, sendo ótimo para a hidratação, com excelente capacidade diurética e por conseqüência um depurador de toxinas.

    Se analisarmos estas propriedades do coco poderemos imaginar por que nossos guias comparam a energia do coco com a energia de nosso sangue.

    Pensando desta maneira conseguimos uma explicação mais racional sobre a utilização do coco em nossos trabalhos, pois como já diz um ponto cantado: Umbanda tem fundamento!

    Consultas São Confidenciais

    Consultas São Confidenciais

    Muitos questionam o problema da revelação de segredos em consultas com entidades de Umbanda, sob a égide de que a privacidade das pessoas não pode ser invadida, nem devassada.


    Para melhor explicar a questão, considere que alguém tenha cometido um crime, por exemplo, e, durante uma consulta uma entidade revele esse fato a uma terceira pessoa, fazendo com que o ato que era mantido em segredo venha à tona e o criminoso seja descoberto e desmascarado. Seria isso lícito do ponto de vista da ética das religiões?


    À primeira vista o problema parece complexo, mas, na verdade, não é tanto assim, quando se o considera pela ótica da justiça divina e da ação continuada no bem.


    Na prática se pode dizer que não existe meio certo quando se trata de justiça. No campo das verdades espirituais, o justo é o justo, o certo é o certo, a verdade é a verdade. Da mesma forma, a Lei de Harmonia Universal nos diz que podemos usar nosso livre arbítrio como bem entendermos, mas a ninguém é dado prejudicar seus irmãos impunemente.


    As pessoas guardam consigo todo tipo de segredos; alguns que só dizem respeito à própria pessoa e que, por isso mesmo, devem ser mantidos na esfera da privacidade, e outros que afetam diretamente a vida de outras pessoas, muitas vezes provocando prejuízos e podendo causar dores incalculáveis. Seria justo que esse tipo de segredo permanecesse oculto em nome do direito à privacidade?


    Ora, a própria palavra "privacidade" já aponta para coisas que estão na esfera privada e nada que envolva diretamente outras pessoas pode ser enquadrado nessa esfera. O problema é que os indivíduos em geral tem uma noção muito errada do que seja o direito à privacidade, considerando muitas vezes que sob esse direito se possam ocultar os atos mais vis, as práticas mais covardes, as injustiças mais cruéis. Não é assim.


    É necessário que todos entendam que a justiça divina não se restringe ao post mortem, podendo e devendo ser aplicada de imediato, inclusive em caráter preventivo, se assim for possível.


    As entidades de Umbanda sabem disso e não compactuam com o errado em nenhuma hipótese, assim, quando tem permissão para fazê-lo, podem e devem revelar qualquer tipo de segredo que, se mantido como tal, poderia causar danos irreparáveis a outras pessoas. Considere-se ainda que os espíritos que militam na Corrente Astral de Umbanda - em especial os Exus - tem compromisso direto com os fatos ligados ao plano material, estando encarregados, tanto quanto possível, de procurar manter a harmonia, a paz e o bem estar no âmbito das relações sociais, Dessa forma, quando revelam alguma coisa que na opinião de alguns não deveria ser revelada, fazem-no de conformidade com a vontade e a justiça de Deus.


    Aqueles que se revoltam contra uma revelação assim, é porque certamente estavam tentando esconder atitudes espúrias e se veem subitamente flagrados em sua ignomínia.


    Há, contudo, um limite ético a essa inconfidência das entidades: sua ação deve se limitar aos fatos por eles descobertos, não podendo nunca atingir os fatos que lhes são contados em consultas, seguidos de um pedido de ajuda ou de orientação. A explicação para isso está no fato de que, quando alguém procura um terreiro e revela segredos a uma entidade, o faz no exercício da fé e da confiança e não seria digno de um ser evoluído quebrar essa confiança, revelando o que lhe foi confiado em sigilo.


    Mais que isso, quem procura uma entidade para revelar um segredo, certamente já está em busca de solução para o seu problema, cabendo então à entidade fazer o possível para orientar e auxiliar na solução.


    A revelação se aplica àqueles casos em que o fato, se não revelado, permaneceria desconhecido, causando prejuízos a terceiros.
                                                                        (Restrito)

    Porque as Entidades não se Apresentam e Dizem seu Nome?

    Porque as Entidades não se Apresentam e Dizem seu Nome?

    Bem, o nome da Entidade não é o mais importante no início.O importante realmente, é o trabalho que a Entidade irá realizar,e não o nome,até por que a Entidade poderá se identificar com o nome que quiser. Esse é  o tempo para que o médium consiga se identificar com a energia da entidade, alguns quando vindo pelas primeira vez , não conseguem se adaptar com a fala, ate o período de adaptação.
    O médium em desenvolvimento de sua tarefa mediúnica,poderá captar várias Entidades, pois sua "antena" ainda não se encontra bem "ajustada".Assim, nenhuma Entidade, irá dizer que se apropriou de seu corpo, de forma a não induzir, seu aparelho a canalizar somente sua vibração.As Entidades são sábias e sabem a importância de todas as vibrações.No processo inicial do desenvolvimento muitas Entidades de Luz se aproximam do médium ao mesmo tempo,aos pouquinhos o médium aprende a sintonizar cada uma delas, no devido tempo,com paciencia,estudo e dedicação.Portanto,é natural médiuns novatos incorporarem bem suas Entidades, mas no entanto não saberem seu nome. O fato de dizer o nome da Entidade denota em sinal de avanço no processo de desenvolvimento, devendo ser natural, as coisas devem vir sempre ao seu tempo, sem pressa, não devendo ser antecipado, sobre a pena de atrapalhar todo desenvolvimento.Nesse caso,a ansiedade,a pressa,e muitas vezes a vontade de se estar pronto para o atendimento,e na maioria das vezes por falhas dos próprios dirigentes,Pae e Mãe de Santo, o médium se acha pronto,coloca sua Entidade acima de outras,que sua Entidade é a melhor,faz melhor,e acontece rápido, é nesse caso que acontece a derrocada do médium,pois a soberba dá início a sua derrota.Nenhuma folha cai da àrvore sem que seja o momento certo!Dedique-se,busque conhecimento,procure evoluir cada vez mais,pratique a reforma íntima,tenha comprometimento,amor e humildade para que seu nível eleve-se cada vez mais, e possa ser um trabalhador da ceara de Umbanda com transparencia,honestidade e simplicidade.Levemos ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá!

    Aurea Oliveira

    Fazer o sinal da cruz, alguns significados interessantes!

    Fazer o sinal da cruz, alguns significados interessantes!

    A muito tempo o sinal da crus é feito por seus adeptos, e muitas das vezes não sabem exatamente o por que, ou tem uma noção ou achamos que é uma coisa e pode ser um pouco diferente do que pensamos .

     Fazer o sinal da cruz em si mesmo abre o nosso lado sagrado ou interior para que ao rezarmos, nos dirigimos ás divindades e a Deus através do lado sagrado ou interno da criação.

      Ao fazermos o sinal da cruz diante das divindades, estamos abrindo o nosso lado sagrado para que não se percam as vibrações divinas que elas nos enviam quando nos aproximamos e ficamos diante delas em postura de respeito e reverência.

      Ao fazermos o sinal da cruz diante de uma situação perigosa ou de algo sobrenatural e terrível, estamos fechando as passagens de acesso ao nosso lado interior, evitando que eles entrem em nós e se instalem em nosso espírito e em nossa vida.

      Ao cruzarmos o ar,ou estamos abrindo uma passagem nele para que, através dela, o nosso lado sagrado envie suas vibrações ao lado sagrado da pessoa à nossa frente, ou ao local que estamos abençoando (cruzando).

      Ao cruzarmos os solos diante dos pés de alguém, estamos abrindo uma passagem para o lado sagrado dela.

      Ao cruzarmos uma pessoa, estamos abrindo uma passagem nela para que seu lado sagrado exteriorize-se diante dela e passe a protegê-la.
      
      Ao cruzarmos um objeto, estamos abrindo uma passagem para o interior oculto e sagrado dele para que ele, através desse lado seja um portal sagrado que tanto absorverá vibrações negativas como irradiará vibrações positivas. 

      Ao cruzarmos o sono de um santuário, estamos abrindo uma passagem para entrarmos nele através do seu lado sagrado e oculto, pois se entrarmos sem cruzá-lo na entrada, estaremos entrando nele pelo seu lado profano e exterior. 

      Ao cruzarmos algo(uma pessoa, o solo, o ar, etc.) devemos dizer estas palavras: - Eu saúdo o seu alto, o seu embaixo e a dua direita e a esquerda e peço-lhe em nome do pai Obaluaê que abra o seu lado sagrado para mim.

    Velas na Umbanda, Suas Cores e Como Utilizar

    Velas na Umbanda, Suas Cores e Como Utilizar

     Ela fica presente em varias etapas nos trabalhos da Sagrada
    Umbanda, por vezes encontramos as velas vibracionais em Gongares, nas
    oferendas, pontos riscados, em firmamentos e assentamentos, firmando
    anjos de guarda e em quase todos os trabalhos de firmamento.

        Quando um filho de Umbanda acende uma vela, mal sabe que está
    abrindo para sua mente uma porta interdimensional, onde sua mente
    consciente nem sonha com a força de seus poderes mentais.

        A vela funciona na mente das pessoas como um código mental. Os
    estímulos visuais captados pela luz da chama da vela acendem, na
    verdade, a fogueira interior de cada um, despertando a lembrança de um
    passado muito distante, onde seus ancestrais, sentados ao redor do
    fogo,tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas.

        A maioria dos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma
    automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso
    muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia
    emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas,
    irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa
    vela.

        Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a
    chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida,
    despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor; No ritual da
    magia, o mago entra em contato com seu mundo inconsciente, depositário
    de suas forças mentais, onde irão ser utilizadas para que alcancem
    seus propósitos iniciais. Qualquer pessoa que acender uma vela, com
    fé, está nesse momento realizando um ritual mágico e,
    consequentemente, está sendo um mago; Se uma pessoa suas forças
    mentais com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém,
    irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo
    das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa,
    o retorno será infalível, e as energias de retorno são sempre mais
    fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu; As
    pessoas que utilizam a força da magia das velas que, na realidade,
    despertam as forças interiores de cada um  com propósito maléficos,
    não são consideradas magos, mas feiticeiros ou bruxos. Infeliz daquele
    que, na ânsia de destruir seus inimigos, acendem velas com formatos de
    sapo, de diabo, de caveira, de caixão, etc., assumindo um terrível
    compromisso cármico com os senhores do destino. Todos os nossos
    pensamentos, palavras e atos estão sendo gravados na memória do
    infinito, ninguém fica impune junto à justiça divina. Voltaremos ao
    planeta Terra quantas encarnações for preciso para expiar nossas
    dívidas com o passado. Por outro lado, feliz daquele que lembra de
    acender uma vela com o coração cheio de amor para o anjo da guarda de
    seu inimigo, perdoando-o por sua insensatez, pois irá criar ao seu
    redor um campo vibratório de harmonia cósmica, elevando suas vibrações
    superiores; Ao acender velas para as almas, para o anjo da guarda, os
    pretos velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Conga, para um
    santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que
    o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que
    para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio
    popular que diz: A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que
    a de quem a recebe; A intenção de acender uma vela gera uma energia
    mental no cérebro da pessoa. Essa energia é que a entidade espiritual
    irá captar em seu campo vibratório. Assim, a quantidade de velas não
    influirá no valor do trabalho; a influencia se fará diretamente na
    mente da pessoa que está acendendo as velas, no sentido de aumentar ou
    não o grau da intenção. Desta forma, é inútil acreditar que podemos
    comprar favores de uma entidade negociando com uma maior ou menor
    quantidade de velas acesas. Os espíritos captam em primeiro lugar as
    vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não. Daí ser
    melhor ouvir uma das máximas de Jesus que diz: Antes de fazer sua
    oferenda, procure conciliar-se com seu irmão.

        Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do
    cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma arvore, ao lado de uma
    oferenda, apaga-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos
    respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente,
    que poderá acarretar sérios problemas com esta atitude, de ordem
    espiritual. Precisamos respeitar o sentimento de religiosidade das
    pessoas, principalmente quando acender uma vela faz parte desse
    sentimento. Se acender uma vela a pessoa tiver um forte poder de
    magnetização, torna-se mais perigoso apagar a vela. Mas, se ela não
    estiver magnetizada, fica a critério de cada um.


        Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de
    velas virgens, ou que não estejam quebradas.
    Isso tem um grande fundamento, pois a vela virgem estava isenta da
    magnetização de uma vela usada anteriormente evitando assim um choque
    de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho.

    Especificação de cores das velas.

    VELA DA COR BRANCA: OXALÁ.

        Na Umbanda, o uso da vela branca é o mais frequente, devido à sua
    representação como símbolo da pureza. A cor branca na Umbanda é a cor
    do Orixá Oxalá. Daí a razão do uso de velas brancas na maioria dos
    trabalhos e firmamentos dentro da associação da pureza/Oxalá.

    VELA DA COR VERMELHA: OGUM.

        O Orixá Ogum, tido como senhor das guerras, tem uma vibração muito
    forte. As velas vermelhas, quando acesas dentro de seu ritual, vibram
    na mesma frequência, com resultados mais favoráveis. Considerando que
    a força da vela está mais na força mental da pessoa, a cor irá
    concorrer com o sentido de favorecer sua capacidade de concentração,
    devido a conjugação de frequências idênticas. Se houver uma inversão
    nas cores das velas, isso poderá ou não alterar o resultado dos
    trabalhos pois dependerá em grande parte da força mental da pessoa.

    VELA NA COR AZUL: OXUM E IEMANJÁ.

        A cor azul, com sua vibração serena, vibra na mesma frequência da
    Orixá Oxum, a senhora das águas doces. A vela de cor azul tanto pode
    ser acesa para Oxum como para Iemanjá, que aceita em seu ritual velas
    brancas. Por isso alguns Terreiros preferem usar as velas traçadas,
    nas cores azul e branca, para Iemanjá.

    VELA NA COR AMARELA: IANSÃ.

        Ficou estabelecida que a cor amarela, que deriva da vermelha, é a
    cor da Orixá Iansã, também pelo fato de ser uma energia de luta. As
    velas acesas para Iansã deverão ser da cor amarela, para continuar em
    sua frequência vibratória. A variação de quantidade de velas deve ser
    a mesma que se acende para qualquer outro Orixá ou Entidade, de acordo
    com os objetivos do trabalho.

    VELA NA COR MARROM: XANGÔ.

        Estabeleceu-se a cor marrom para o Orixá Xangô, levando-se em
    consideração a neutralidade dessa mesma cor. A energia de Xangô emana
    dos minerais, que possuem uma variedade muito grande de cores.
    Curiosamente, prevaleceu a cor mais frequente, que a das pedras sobre
    a superfície da terra.

    VELA NA COR VERDE: OXOSSI.

        A cor verde, por seu equilíbrio vibratório, obtido pela junção das
    cores amarela e azul, vibra na frequência do Orixá Oxossi, o senhor
    das matas. Assim, uma vela de cor verde, acesa numa mata, que tem a
    cor verde, possui uma força vibratória muito forte, facilitando o
    trabalho de firmamento.

    VELA NA COR LILÁS OU ROXA: NANÃ BUROQUÊ.

    A cor roxa vibra na Orixá Nanã Buroquê, por ser ela, a Orixá, que leva
    o dom da evolução, sendo assim a cor lilás ou roxa, está ligada ao
    mundo místico e significa espiritualidade, magia e mistério. O roxo
    transmite a sensação de tristeza e introspecção. Estimula o contacto
    com o lado espiritual, proporcionando a purificação do corpo e da
    mente, e a libertação de medos e outras inquietações. É a cor da
    transformação.
         A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
    atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e
    preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada .

    VELA NA COR TRAÇADA AMARELA E PRETA: OMULÚ.

    A vela traçada amarela e preta tem uma vibração muito forte no
    encaminhamento de Espíritos, por isso ela foi determinada a Omulu, que é
    o Orixá que coordena a passagem do mundo físico para o mundo
    espiritual. E ele que no desencarne eleva o entendimento das pessoas
    para que entendam esse desencarne e evolua.
    Omulu é o desdobramento do Orixá Obaluaiê, sendo Obaluaiê o Orixá no
    modo jovial e Omulu no modo idoso. Contudo sendo um só Orixá. No caso
    de Obaluaiê não devemos oferecer a vela na cor traçada amarela e
    preta, e sim na cor branca e preta, por ser a cor branca a cor de
    renascimento.

    VELA NA COR ROSA OU TRAÇADA ROSA/AZUL: IBEIJI.

        A cor rosa ou TRAÇADA rosa/azul, com sua vibração cheia de vida,
    vibra na frequência da energia da falange dos espíritos das crianças,
    conhecidas também como Ibejis, Ibeijada ou Erês. Velas traçadas, nas
    cores azul e rosa, são acesas também com o mesmo resultado das velas
    cor-de-rosa, assim como as azuis.

    VELA NA COR TRAÇADA BRANCA/PRETA: PRETO VELHO.

    As velas traçadas, nas cores branca e preta, são utilizadas nos
    trabalhos de magia dos Pretos Velhos e devem ser usadas sob a
    orientação direta dos próprios Pretos Velhos.

    VELAS NA COR TRAÇADA BRANCA E VERMELHA: ZÉ PILINTRA E MALANDROS.

    As velas traçadas nas cores branca e vermelha, são oferecidas aos
    Malandros e malandras, assim como também a Entidade Zé Pilintra.
    Elas tem como objetivo de trazer a vibração de dois povos ao ser
    acesa, ou seja, a vibração das Almas, que se apresentam ao ser
    queimada a cor branca, e a vibração da linha de esquerda, Exus e Pombo
    Giras, ao ser queimada a cor vermelha.

        Sendo assim, ao acender uma vela traçada, oferecendo a Senhor José
    Pilintra e aos Malandros e Malandras, estamos trabalhando e entregando
    nossas intenções tanto a linha da direita como a linha da esquerda.
    Portanto é muito importante estar bem concentrado ao acender essa
    vela, pois nossos pensamentos poderão nos fazer trazer coisas
    merecidas tanto do lado bom como do lado ruim, pois nessa vibração,
    para pessoas que não estão preparadas, podem ser enganadas por
    Espíritos sem Luz, que tentam se passar por Entidades de Luz da linha
    dos Malandros e Malandras. Seu pensamento na hora de oferecer uma vela
    traçada branca/vermelha tem que estar firme num ponto extremo.

    VELA NA COR TRAÇADA VERMELHA E PRETA: POMBO GIRA E EXU.

    As velas traçadas, nas cores vermelha e preta, são utilizadas para as
    Pombo Giras e os Exús. Devem ser acesas com muita cautela e de
    preferência por quem conhece os segredos da mironga. Elas só devem ser
    acesas com determinação de uma Entidade, e por pessoas que estiverem
    preparadas. Quando uma Entidade determina algum trabalho com as velas
    das cores pretas ou traçadas vermelhas e pretas, é provável e
    considerável que essa Entidade já imantou a pessoa na qual irá acender
    a vela.
    A vela vermelha e preta, quando está queimando a cor vermelha, tem o
    sentido de luta; quando esta queimando a cor preta significa vitória
    sobre o objetivo proposto inicialmente.

    VELAS DE CERA: TRABALHOS DE ALTAS COMPLEXIDADES, BATISMO E CIGANOS.

    Para os trabalhos de alta COMPLEXIDADE , recomenda-se o uso de velas de cera,
    por sua constância e pela força de sua chama. É a vela ideal para as
    cerimônias de batismo das crianças, onde elas serão amenizadas do carma
    de seus inimigos de vidas passadas.
    Também pode ser usadas no oferecimento a povo Cigano, assim como a
    vela de mel.


    LISTA DE VELAS E A QUEM PODE SE OFERECER.

    Anjo da Guarda: Branca.
    Oxalá: Branca.
    Ogum: Vermelha.
    Xangô: Marrom.
    Obaluaiê/Omulú: Traçada Branca e Preta / Traçada Amarela e Preta.
    Oxóssi: Verde.
    Iansã: Amarela.
    Iemanjá: Azul claro ou Branca.
    Nanã: Lilás (Roxa).
    Oxum: Azul.
    Ibeijada, Erês (Criança): Rosa, Azul ou Traçada Azul e Rosa.
    Malandros:  Branca ou traçada branca e vermelha.
    Ciganos: Vela de Cera, ou de Mel ou Colorida na cor do arco-íris.
    Boiadeiro: Branca ou Amarela.
    Caboclo de Ogum: Vermelha ou Verde.
    Caboclo de Oxóssi: Verde.
    Caboclo de Xangô: Marrom ou Verde.
    Caboclas: Verde, Branca ou Traçadas Branca e Verde.
    Exú e Pombo Gira: Preta, Vermelha ou Traçada Preta e Vermelha.
    Pretas-Velhas: Traçada Branca e Preta, ou roxa.
    Pretos-Velhos: Traçada Branca e Preta ou Branca.

        Nunca se esqueça de que as velas, são extensão da vontade e dos
    pensamentos daquele que a acende, portanto, primeiramente limpe seus
    pensamentos e eleve sua vontade no bem. e nas causas justas para que
    assim tenha um bom resultado em seus pedidos e oferecimentos ao
    acender uma vela.

    A vela ilumina primeiro quem a acende. Isso nos mostra que aquele que faz o bem para os outros será o primeiro a ser iluminado.