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domingo, 29 de setembro de 2019

A Suma Sacerdotisa (tarô)

A Suma Sacerdotisa
A Suma Sacerdotisa, também chamada de Papisa nos tarôs clássicos, é o segundo arcano maior do tarô. É, geralmente, representada pela imagem de uma mulher da casa dos 40 anos, vestida com trajes papais ou cerimoniais[1]Simboliza uma figura materna, grande detentora de conhecimento, mas que precisa protegê-lo de influências. Esta carta tem o número II e a letra hebraica Beth ou Guimel dependendo do tipo de tarô ou escola esotérica, que está ligada à Papisa.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

Papisa ou a Suma Sacerdotisa, nos tarôs modernos simboliza o sabedoria, o conhecimento, a intuição, o crescimento, a gestação, a nutrição da alma e do corpo. Nos clássicos fala daquilo que é escondido e maquiado, de assuntos secretos que não podem vir à tona para que a situação permaneça a mesma, ou que precisem vir à tona para que a situação possa evoluir.
Os pilares reafirmam a dualidade expressa pelo número dois da Suma Sacerdotisa. Sua essência é o paradoxo.[2]
No Tarô Rider-Waite, Na mão direita segura o símbolo da sabedoria, um pergaminho. Na mão esquerda, a Suma Sacerdotisa tem espigas de trigo, símbolo do alimento que distribui generosamente. A lua sobre a sua cabeça remete para a intuição, um dom que lhe pertence. Tem um gato a seus pés, antigo símbolo da magia. Ela lembra uma mãe, mas também o poder fertilizante da mulher. Tudo o que ela planta, dá frutos.
Nos tarôs clássicos, anteriores, a figura aparece sempre como uma Papisa. Intimamente ligada aos populares dizeres medievais sobre a existência da Papisa Joana - o Antipapa João VIII, que foi papa de Roma por 2 anos entre 852 e 855, sendo deposto após ser descoberto se tratar de uma mulher disfarçada.
Em suas primeiras versões, como se vê em apresentações dos primeiros tarôs encontrados, como o Visconti-Sforza, aparece como uma mulher de aparência atormentada e grávida.
Em alguns tarôs clássicos como o Marseille Convos, Marseille Marteau e Marseille Grimaud, a mulher aparece olhando para fora da carta, com aparência de quem é surpreendida por algo desagradável em sua face.
Nos tarôs clássicos, a carta fala não só de astúcia e inteligência, mas também de embuste, tanto em um aspecto positivo (de adaptação) como em um aspecto negativo (de sublimação) - principalmente quando a companhada de cartas como o 7 de copas ou A Lua.

A Roda da Fortuna (tarô)

A Roda da Fortuna.
A Roda da Fortuna é o décimo Arcano Maior do Tarot. Representa uma roda com seis raios. No alto da roda está uma figura que parece metade anjo, metade diabo[1]. À volta da roda, está um bebé, um menino, um jovem um homem e um idoso. A roda quer representar o ciclo da vida e está suspensa num ambiente com os quatro elementosFogoÁguaTerra e Ar. A carta tem o número X e a letra hebraica YOD. Entretanto, no Tarô de Marselha, que é o mais tradicional - e através do qual devemos iniciar nossos estudos da simbologia do Tarô por ser ele um dos mais antigos conjuntos de cartas de Tarô - a Roda da Fortuna nos mostra uma roda de madeira com seis raios e uma manivela, sugerindo que ela pode ser movimentada por outra pessoa ou ser superior. A Roda traz três figuras: uma está ascendendo, uma está no topo e outra está descendo a roda. Nenhuma delas tem características inteiramente humana. São seres híbridos. O ser que está no topo é claramente uma esfinge coroada e mantém uma espada como um aviso: será difícil tomar o meu lugar de ápice de fama e fortuna. Mas a roda gira, e mais cedo ou mais tarde o ser ascendente substituirá a 'esfinge', que se tornará, por sua vez, descendente. Mas cuidado com a palavra "fortuna". Ela significa, antes de mais nada, "destino" ou "sorte". Roda do Destino, seria título mais apropriado na linguagem moderna.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

Destino, reflexão, tudo acontece a seu tempo.
Todos nós sabemos que a roda da fortuna representa as situações de mudanças em nossa vida. Essas mudanças nos fazem sair de uma rotina que faz com que a vida tenha pouco gosto e variedades. Ora, a roda da fortuna vem trazer as novidades, as surpresas e assim trazendo um novo gosto para nossa vida.
A roda da fortuna representa a garantia de cumprimento de um destino, representado pela lei de causa e efeito e também pela lei da compensação. Tudo leva a crer que de um jeito ou de outro o destino de uma pessoa será cumprido.
"A Roda da Fortuna" é o tear das Moiras, Cloto, Láqueis e Átropos - as deusas gregas que fiavam, teciam e cortavam o fio da vida. Trata-se de uma metáfora dos processos de nascimento, crescimento e desenvolvimento, e desencarne. O fio da vida na roca do destino. Fortuna quer dizer sorte, destino e não fortuna material. O que faz da Roda da Fortuna uma metáfora para as mudanças do destino, o que sobe acaba descendo e o que desce acaba subindo. Em uma leitura de tarot, significaria que as coisas mudam e seguem um rumo natural com ou sem a intervenção do consulente.

Mensagem[editar | editar código-fonte]

A Roda da Fortuna pede que se conscientize de que o mundo não esta contra si, as energias cósmicas do universo devem ser avaliadas para que consiga entender as situações que o rodeiam. As situações nem sempre serão como você deseja, o universo tem as suas próprias razões e caminhos.
A vida segue e a sorte nem sempre será ao seu favor, nem sempre será contra você.

O Papa (tarô)


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O Papa.
O Papa ou O Hierofante é o quinto arcano maior do baralho do Tarot. É um homem com mais ou menos 60 anos, um sacerdote da alta hierarquia, um dirigente espiritual. Esta lâmina tem o número V e a letra hebraica HE.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

O Hierofante representa o domínio sobre a religião, a filosofia e a espiritualidade[1]. O Hierofante sempre representa pessoas que são mais religiosas do que materialistas. Quando este arcano aparece, ele confirma que tudo será resolvido de maneira amigável, buscando encontrar sempre o acordo para uma situação.

O Sol (tarô)

O Sol é o 19º arcano maior do Tarot.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

A carta mostra uma ou duas crianças nuas (um menino nu pouco, às vezes, cavalgando um pônei branco ou um menino e uma menina), girassóis, muitas vezes, uma parede, por vezes, um muro[1].

Mensagem[editar | editar código-fonte]

ASPECTOS POSITIVOS: Durante esta fase a realização de todos os seus desejos é possível. Fase de otimismo de alegria que dá capacidade para ver toda a beleza da vida. Capacidade para aceitar a vida conforme ela é e para viver contente com as alegrias que percebe que tem no dia-a-dia.
ASPECTOS NEGATIVOS: Esta carta dificilmente apresenta aspectos negativos, mas não são descartadas algumas possibilidades negativas quando esta carta se relaciona a outras dentro de uma leitura mais abrangente.
RELACIONAMENTOS: Relacionamentos favoráveis, felizes e gratificantes. Namoro, noivado e casamento. Se não existe um relacionamento ainda há possibilidades de iniciar um novo que tende a ser sincero e feliz. Novas amizades podem surgir e a tendência é a de que tragam grande satisfação.
PROFISSÃO E DINHEIRO: Sucesso em todas as atividades, mas especialmente nas que se referem a arte ou que se relacionam com a beleza, a perfeição, o lazer, a alegria e todas aquelas que dependam da aprovação do público, ou de determinado público. É uma fase favorável para investimentos e publicidade. As finanças costumam fluir bem quando O Sol aparece.

O Mundo (tarô)


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O Mundo no Tarô de Marselha
O Mundo (XXI) é um arcano maior do tarô, que representa a conclusão do caminho iniciado pelo O Louco.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

O Mundo é representado por uma mulher seminua em pé ou um hermafrodita no centro de uma mandala (guirlanda de flores), com um bastão em sua mão e quatro seres (leão, touro, águia e anjo) representando os quatro signos fixos do zodíaco (aquário, escorpião, touro, leão). Retrata a conclusão, integração, expansão, contentamento, felicidade, harmonia[1].
O mundo representa o término de um ciclo de vida, uma pausa na vida antes do próximo grande ciclo começar com o louco. A figura é às vezes representada como sendo do sexo masculino e feminino, acima e abaixo, suspensos entre o céu e a terra. É a completude.
De acordo com Robert M. Place, em seu livro O Tarot, a simbólica da estrutura quádrupla na carta do mundo físico é usado para definir o centro sagrado do mundo. O mundo é, assim, este centro sagrado, o objetivo dos místicos que procuram atingir a meta. A moça no centro é o seu símbolo. Em algumas cartas mais antigas, esta figura central é Cristo, em outros, é Hermes.
Os quatro números nos cantos do cartão são igualmente referenciados em Apocalipse 4:7"E a primeira besta era como um leão, e a segunda besta como um bezerro, e a terceira besta tinha um rosto como um homem , e a quarta besta era como uma águia voando." Juntamente com a figura central delimitada por uma coroa de flores, que compõem a cinco elementos.
Segundo a tradição astrológica (por exemplo, ver Nicholas DeVore, Encyclopedia of Astrology, p. 355), o Leão é Leo, um sinal do elemento fogo, o Touro ou bezerro é Taurus, um sinal da terra, o homem é Aquarius, um sinal do ar; o da Águia é Escorpião, um símbolo da água. De acordo com o Local, Sophia (a mulher dançando no centro) é espírito ou o centro sagrado , Self.....

Mensagem[editar | editar código-fonte]

Provavelmente uma das cartas mais positivas do Tarô, o Mundo representa completude, perfeição, elevação, abertura, desprendimento , suavidade e felicidade. Representa o fim de um ciclo e preparação para um novo começo, é o desfecho da viagem arquetípica iniciada pelo arcano sem número, o Louco.

O Louco (tarô)


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O Louco no Tarô de Marselha
O Louco é uma das 78 cartas de um baralho completo de tarot e o vigésimo segundo Arcano Maior, ou simplesmente o número 0, variando conforme cada baralho. Também pode ser rotulada com o algarismo romano XXII.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

Nos baralhos de tarot mais antigos, O Louco era geralmente representado como um pedinte ou um vadio. No Tarot de Marselha e em baralhos similares retrata uma pessoa barbuda vestindo o que poderia ser um chapéu de bobo da corte; ele também sempre carrega consigo uma trouxa pendurada em uma vara com seus pertences. Além do mais, parece estar sendo perseguido por um animal, podendo ser um cão ou um gato, que morde-lhe suas calças. [1]
No baralho de Rider-Waite e em outros baralhos feitos para a cartomancia, O Louco é apresentado como um jovem leve e solto, caminhando despreocupadamente à beira de um precipício. Ele também é retratado com um pequeno cão ao seu lado, que lhe morde o calcanhar. O Louco segura uma rosa branca (símbolo da liberdade dos desejos básicos) em uma mão, e na outra, uma pequena trouxa de pertences, o que representa o conjunto de conhecimentos inexplorados. [2]
Em baralhos de tarot franceses que não usam as tradicionais e emblemáticas imagens, O Louco é normalmente retratado como um bobo da corte ou bardo, o que lembra o curinga de um baralho de cartas comum.
Nos baralhos anteriores ao de Waite-Smith, O Louco é quase sempre não numerado. Há algumas exceções: alguns baralhos antigos rotulam a carta com a numeração “0”, e outros possuem o algarismo romano “XXII”. Tradicionalmente, os arcanos maiores das cartas de tarot são numerados em algarismos romanos. O louco é numerado com o zero, um dos algarismos arábicos.

Interpretação[editar | editar código-fonte]

No Louco, tudo é leve e solto. Isto pode trazer inquietação e atividade, pode trazer mudanças àquilo que está estagnado. O cão tenta avisá-lo do precipício que tem à frente, mas parece que ele nem percebe, por estar distraído a olhar a borboleta, livre. Simboliza o desligamento da matéria, uma história a ser vivida, continuar vivendo a vida sabendo que algo surpreendente poderá acontecer e aceitar esse fato despreocupadamente. O acaso irá resolver tudo. Pode ser interpretado como despreocupação, curiosidade de experimentar coisas novas ou até mesmo um pouco de confusão. Também pode significar que o Louco partiu em busca de algo que procurava, como um desejo que de repente extravasa, uma busca que foi sufocada durante muito tempo. Geralmente o conselho é seguir a espontaneidade e estar aberto para tudo aquilo que a vida tem a lhe oferecer. Deve-se aceitar que você é um aprendiz da vida.
Em muitos sistemas esotéricos de interpretação, O Louco é  frequentemente interpretado como o protagonista de uma história, e os Arcanos Maiores representam o caminho que O Louco percorre através dos grandes mistérios da vida e dos principais arquétipos humanos. Esse caminho é tradicionalmente conhecido na cartomancia como “A Jornada do Louco”, e é frequentemente usado para introduzir os significados das cartas dos Arcanos Maiores aos iniciantes.

O Enforcado (tarô)


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O Enforcado.
O Enforcado ou O Dependurado é o décimo segundo Arcano Maior do tarot de Marselha.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

Sacrifício, reverter a situação, perspectiva diversa.
Na gravura da carta, ve-se um homem pendurado pela perna esquerda, sob uma forca. Sua expressão é triste e distante, porém seus braços estão cruzados atrás do corpo, em sinal de quem não quer lutar contra sua condição[1].
O Enforcado, quando aparece em uma consulta, significa culpas e arrependimentos, castigo justo e passivismo. O Enforcado carrega consigo a culpa e está feliz por se martirizar por si e pelos outros, abrindo mão de algo concreto para poder se alcançar um objectivo maior (sacrifício).
Um homem suspenso em um tronco de madeira. Há uma ambiguidade resultante do fato da carta poder ser vista invertida. O homem ou o mundo está de ponta cabeça? Há um halo sobre a cabeça do suposto mártir, que aponta para a crucificação crística. Nota-se que a árvore do sacrifício é de madeira viva, com folhas, e o rosto manifesta entendimento, não sofrimento.

Mensagem[editar | editar código-fonte]

Como um todo, há um sugestão de vida em suspensão, mas vida, não morte. A história natural é mais elevada incorporada neste simbolismo: após o sagrado Mistério da Morte há o glorioso Mistério da Ressurreição. A destruição do egoísmo vivifica a humanidade, e isto envolve o sacrifício que consagra.

O Diabo (tarô)

O Diabo é 15º arcano maior do baralho de Tarot

Simbologia[editar | editar código-fonte]

Um diabo eleva uma mão aberta e na outra segura uma espada, ele se encontra sobre uma espécie de altar. Ao nível do piso se encontram dois demônios menores, um feminino e outro masculino amarrados ou presos pelo pescoço ao altar. Aparentemente, têm suas mãos atadas atrás. No Tarot de Rider, a mulher-demônio tem no final do rabo, uvas e o homem-demônio o rabo está em chamas. Ao contrário de Marselha, aqui, o diabo tem um archote aceso na mão, em vez de uma espada, e aparentemente está acendendo o rabo do homem-demônio[1].
O Diabo se associa com o vírus, com o eu imaginário, com o ponto. O anjo maligno «metade homem, metade besta» representa o lado obscuro de nós mesmos, a inconsciência, o egocentrismo e a falsa autonomia.
astúcia principal usada, com base em sua condição imensurável, é convencer-nos de que não existe. A infecção do corpo, a manipulação das mentes e posse da sua alma são as mais freqüentes armas na luta contra o bem. A sua missão é a de ampliar ao máximo o princípio da corrupção, mesmo à beira da auto-destruição. (Con ello) intenta captar a dimensão que lhe falta.

Mensagem[editar | editar código-fonte]

O Diabo manifesta o destino (bom ou mau). Poder de sedução, impulso cego, tentaçãoobsessãoDesvio sexual. Um estado mental (confesional). As paixões carnais descontroladas. Posição invertida: Carta daninha, fatalidade, mau uso da força. Fraqueza, cegueira, desordem. Efeitos maléficos. A patética condição humana que prefere a ilusão à verdade.

O Mago (tarô)


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Carta "O Mago" do Tarot de Marseille.
O Mago é uma das 78 cartas de um baralho completo de Tarot e o primeiro Arcano Maior. É a carta de número 1.
A carta representa a letra hebraica ALEPH, que é símbolo do mistério, da intuição e do anjo da guarda

Simbologia[editar | editar código-fonte]

Nos baralhos franceses, O Mago era geralmente representado como "o charlatão" ou "golpista". Nos baralhos esotéricos, ocultistas como Oswald Wirth transformaram o termo pejorativo em um simples praticante de magia, um mago. São símbolos principais da carta uma pessoa trabalhando em uma mesa, utilizando como instrumentos principais taças, moedas, facas e bastões, que também são as representações diretas dos quatro naipes do baralho de Arcanos Menores: Paus (os bastões), Ouros (as moedas), Copas (as taças) e Espadas (as facas). Esses objetos também fazem referência direta aos quatro elementos clássicos, que são terra, ar, fogo e água. O bastão que a figura segura mais tarde também ficaria conhecido como a "varinha" de um mágico. [2] Na mão direita do Mago está a varinha voltada para o céu, enquanto a mão esquerda está apontada para a terra. Esse gesto tem múltiplos significados, mas é endêmica aos mistérios, simbolizando a imanência divina e a capacidade do Mago de ser a ponte entre o céu e a terra.
A ilustração da carta d'O Mago no Tarot de Rider-Waite foi desenvolvida por A. E. Waite para a Ordem Hermética da Aurora Dourada em 1910. A carta O Mago de Rider-Waite caracteriza o símbolo do infinito sobre a cabeça da figura principal e um cinto de ouroboros, ambos simbolizando a eternidade. A figura está entre um jardim de flores, para implicar a manifestação e cultivo dos desejos. [3]
Waite foi a chave no desenvolvimento da interpretação do Tarot moderno, embora nem todas as interpretações sigam a sua teologia.

Interpretação[editar | editar código-fonte]

Quando o Mago aparece em uma leitura, ele aponta para os talentos, capacidades e recursos à disposição do consulente. Dependendo do posicionamento da carta em relação às outras, a mensagem é para expor seu potencial completo ao invés de retê-lo, especialmente quando há a necessidade de uma transformação. Existem escolhas e direções a serem tomadas. A orientação pode chegar através de sua própria intuição ou na forma de alguém que traz mudança ou transformação para sua vida. [4] A carta pode significar que há um manipulador por perto. Ele pode ser um guia beneficente, mas alguém que não tem propriamente os melhores interesses em mente. Ele também pode representar o ego do consulente, a autoconsciência ou a embriaguez do poder.
Segundo os estudiosos do Tarô, a carta do Mago dá início à caminhada espiritual. Indica sempre que algo novo está a começar. O punhal é o simbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória. A moeda é o simbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro. O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade. A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade. O bastão é o simbolo da vontade e da sabedoria. Na caminhada espiritual, o Mago representa o ponto de partida e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar uma evolução.
De acordo com Arthur Edward Waite, O Mago representa o divino no homem [5], como se ele fosse o elo entre as energias divinas e o mundo material. É também a representação da existência individual em todos os planos, e numa consciência muito elevada de pensamento.

O Julgamento (tarô)

O Julgamento é o 20º arcano maior do tarô.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

As versões mais modernas utilizadas como forma de leitura das cartas de tarô sugerem que O Julgamento esteja associado à Ressurreição cristã diante do Juízo Final. Isso se dá ao fato de que o tarô também associa as cartas a eventos históricos significantes ou de relevância popular. Na leitura da carta do Julgamento comumente percebe-se um anjo, possivelmente Gabriel soprando um grande trompete no qual se acopla uma bandeira ilustrando uma cruz, semelhante à cruz de São Jorge. Abaixo, vê-se um homem, uma mulher e no centro uma figura humana cuja coloração difere-se dos outros. Estes três sugerem uma feição de admiração ao anjo e estão aparentemente emergindo de túmulos ou criptas. Há por trás um cenário de grandes montanhas que por ora também podem sugerir grandes ondas as quais dão referência ao oceano que entrega os mortos no dia do julgamento.[1].
A. E. Waite foi uma figura importante no desenvolvimento da interpretação moderna do tarô.[2] No entanto, não são todas as interpretações relacionadas rigorosamente às de Waite, pois todas as cartas de tarô utilizadas para divinação/advinhação são interpretadas de acordo com experiências e padrões pessoais.

Palavras-chave[editar | editar código-fonte]

Algumas palavras frequentemente relacionadas na leitura/descrição da carta:
  • Julgamento ----- Renascimento ----- Chamado Interno ----- Absolutismo
  • Recomeço ----- Aceitação de erros/ações do passado ----- Superação
  • Perdão ----- Fim de uma repreensão ----- Reconciliação ----- Renovação
  • Decisão ----- Resgate ou Ajuda ----- Começo ----- Esperança ----- Redenção

Mensagem[editar | editar código-fonte]

Este é um momento de separação entre o passado e o futuro, neste momento o consulente irá colher os frutos do que plantou.

A Imperatriz (tarô)


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A Imperatriz
Imperatriz é o terceiro arcano maior do Tarot de Marselha. Representa uma mulher na casa dos 30 anos, bonita, elegante e sedutora. Em alguns baralhos, a Imperatriz aparece grávida. Esta carta tem o número III.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

imperatriz mostra-nos o poder da beleza e da riqueza. É um arcano de realização, tanto que tem na sua mão o ceptro do poder, mas também tem um escudo para se proteger, pois na posição em que se encontra, não pode confiar em muitos. É uma imperatriz que cuida da sua aparência e guarda as suas posses. Em alguns baralhos, aparece grávida, o que significa que há uma preparação, há um processo que ainda não está concluído[1]. O seu reino é a razão e a comunicação, completa a Sacerdotisa. Não aceita seguir só a intuição e a emoção, que já possui, uma vez que tem a lua a seus pés. Há nela um pouco de arrogância ou orgulho pelas conquistas já feitas. Pode ter uma serpente e um baú de jóias de cada lado, simbolizando, respectivamente, a sabedoria e a riqueza.
Na caminhada espiritual, este arcano indica o ponto da caminhado em que os assuntos materiais se podem sobrepor aos anseios da alma, levando o peregrino a tratar de assuntos práticos antes de poder continuar o seu caminho.

Mensagem[editar | editar código-fonte]

Neste momento, as conquistas estão favorecidas. É um momento de muita força e muita sorte.