terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O SIGNIFICADO DO FEITIÇO, BRUXARIA OU MAGIA NEGRA - Ramatís

Feitiço, sortilégio, bruxaria e enfeitiçamento significam operação de “magia negra” destinada a prejudicar alguém.

Antigamente, a palavra feitiço ou sortilégio expressava tão-somente a operação de encantamento, ou no sentido benéfico de “acumular forças” em objetos, aves, animais e seres humanos. Daí, o feitiço significar, outrora, a confecção de amuletos, talismãs, escapulários e orações de “corpo fechado”, cuja finalidade precípua era proteger o indivíduo.

O encantamento ou enfeitiçamento de objetos ou seres sempre implicava a presença de um mago, porque era processo vinculado à velha magia. O homem logo percebeu nessa acumulação de forças e dinamização do éter físico de objetos ou seres vivos, uma oportunidade para tirar proveito a seu favor. Logo surgiram os filtros mágicos e as beberagens misteriosas, para favorecer amores e casamentos, enquanto se faziam amuletos com irradiações nocivas, com finalidades vingativas. A palavra feitiço, que definia a arte de “encantar” a serviço do bem, então passou a indicar um processo destrutivo ou de magia negra !

O feitiço é o processo de convocar forças do mundo oculto para energizar objetos, que depois irradiam energias maléficas em direção às pessoas visadas pelos feiticeiros.

O fenômeno é perfeitamente lógico e positivo, porque toda a ação enfeitiçante é ativada no campo das energias livres, em correspondência com as energias integradas nas coisas, objetos e seres. O trabalho mais importante dos feiticeiros ou magos consiste em inverter os pólos dessas forças, empregando-as num sentido agressivo e demolidor, conforme acontece com as próprias energias da natureza descobertas pelos homens. Ref. (01) Página 29
02 - A AÇÃO DA MAGIA SOBRE AS PESSOAS

A ação maléfica se exerce principalmente naquele que foi objetivado para sofrer a carga do fluido depressivo. No entanto, como as “auras viscosas” dos objetos enfeitiçados podem fortalecer-se através dos próprios desequilíbrios psíquicos das criaturas humanas, que se encontram no raio de ação do feitiço, mesmo as que não foram visadas pela bruxaria poderão sofrer seus efeitos no astral enfermo.

Há casos em que o impacto enfeitiçante ao incidir sobre a pessoa de aura invulnerável ou imunizada pela própria graduação espiritual superior, então refrata, podendo atingir outro familiar menos protegido. ( Ramatis explica-nos que qualquer pessoa pode ser enfeitiçada, mesmo quando não é visada diretamente pelo feiticeiro. No entanto, a sua defesa depende exclusivamente de sua maior ou menor evangelização ! ).

O enfeitiçamento tanto provoca doença psíquica na alma humana, por agir nos centros de forças do comando perispiritual, como atrai nuvens de bactérias nocivas, que penetram na circulação fisiológica da criatura.

Os objetos ou seres transformados em fixadores de fluidos nefastos são os agentes do enfeitiçamento, à guisa de projetores de detritos fluídicos a sujarem a aura perispiritual da vítima. Criam em torno do enfeitiçado um campo vibratório de fluidos inferiores, o qual, então, dificulta a receptividade intuitiva de instruções e recursos socorristas a serem transmitidos pelos guias ou conhecidos “anjos-de-guarda”, que operam em faixa mais sutil.

O esforço principal do feiticeiro é isolar a vítima desse auxílio psíquico, deixando-a desamparada na esfera da inspiração superior e entregue apenas a sugestões malévolas que lhe desorientam a atividade financeira, provocam perturbações emotivas, condições pessimistas e conflitos domésticos. Assim, os prejuízos da vítima no campo material, aliam-se aos distúrbios doentios no campo psíquico sob o comando exclusivo das almas perversas do mundo invisível.

Pouco importa se a pessoa merece ou não merece o impacto de feitiço, mas a sua segurança e defesa dependem exatamente de sua maior ou menor integração ao Evangelho do Cristo ! É o estado de “cristificação” proveniente da vivência incondicional dos ensinamentos evangélicos, que realmente desintegra toda e qualquer carga maléfica projetada sobre o homem ! Sem dúvida, são tão poucas as pessoas que já usufruem essa condição superior, que o processo de enfeitiçamento ainda produz efeitos maléficos em quase todas as criaturas. Ref. (01) Páginas 37 / 38
03 - OS MESTRES SATÂNICOS DESENCARNADOS

Os mestres satânicos são exímios no conhecimento de vibração, polaridade, ritmo, transmutação e causalidade do fenômeno “energia e matéria” ! E os quimbandeiros da Terra, então cedem o seu cetro ao comando diabólico desencarnado, passando a trabalhar sob o regime de escravidão e cumprindo fielmente as ordens malfeitoras ! Ante a covardia dos homens, que temem enfrentar os seus desafetos no campo raso da vida física, o serviço de enfeitiçamento aumenta e moderniza-se, porque os feiticeiros modernos se ajustam, cada vez mais, à terminologia científica de ondas, raios, elétrons, átomos, frequências, oscilações magnéticas, eletricidade biológica, eletronismo e ionização. Os bruxos encarnados transformam-se em agentes representativos da verdadeira indústria de bruxaria sediada no astral inferior, a qual exerce a sua vasta atividade nas regiões limítrofes do planeta. As confrarias negras do Além ampliam a capacidade de ação, pois fundam novas filiais tenebrosas entre os próprios encarnados, graças ao adensamento do éter físico em torno do orbe, o qual é alimentado pela corrupção e a sangueira da própria humanidade.

Deste modo, os espíritos malfeitores podem atender à multiplicidade de “pedidos” e “contratos” dos clientes encarnados, que desejam afastar o próximo do seu caminho, ou vingarem-se dos seus desafetos, concorrentes e venturosos. Aqui, o cidadão comodista convoca o feitiço para expulsar certa família do apartamento que lhe foi prometido; ali, a noiva ou o noivo que rompeu o compromisso matrimonial, há de sofrer no leito o embruxamento requerido pela outra parte frustrada; acolá, o feitiço é feito até para se vingar do vizinho, que não prende a cabra daninha ! Ref. (01) Página 31
04 - MOMENTOS DE ANGELITUDE E ANIMALIDADE


PERGUNTA: ”Momentos de animalidade” e “momentos de angelitude”, identificam as condições defensivas da aura humana. Podeis dizer-nos algo a respeito?

RAMATIS: A impaciência, ira, inveja, intolerância, maledicência, o ciúme, despeito, orgulho, ódio, egoísmo, amor-próprio e demais pecados semelhantes, geram substância mental perniciosa e de ruim qualidade. Então, as criaturas vivem “momentos de animalidade” pois dominam no seu perispírito as energias inferiores, que além de causarem um abaixamento vibratório no campo de defesa electromagnético, tornam-se uma fonte de atração para fluidos semelhantes. Em tal caso, as cargas enfeitiçantes agem à vontade e alimentadas pela própria lei de que “os semelhantes atraem os semelhantes”! Mas, nos “momentos angélicos”, o homem só vive emoções e sentimentos superiores como o amor, altruísmo, a renúncia, bondade, tolerância, humildade, alegria e confiança, confeccionando forte couraça de substância mental protetora, que rechaça os impactos malévolos do enfeitiçamento.

A mesma lei vibratória, que impede os raios do Sol de se fixarem no vaso de lodo, também evita que os pensamentos sublimes se infiltrem nas auras sujas, viscosas, densas e alimentadas pelo magnetismo primário dos homens animalizados. No entanto, assim como o lodo nauseante não pode obscurecer o Sol, porque o astro-rei vibra em frequência mais elevada, os fluidos daninhos de baixa vibração também não podem afetar a aura refulgente dos espíritos excelsos. Ref. (01) Página 131
05 - O ENFEITIÇAMENTO MENTAL E VERBAL E O PODER DO PENSAMENTO


PERGUNTA: Qual é a diferença entre o feitiço verbal e o feitiço mental?

RAMATIS: Sem dúvida , quer seja feitiço verbal ou mental, o pensamento é sempre o elemento fundamental dessa prática maléfica, pois não existem palavras sem pensamentos e sem idéias. Quando o homem fala, ele mobiliza energia mental sobre o sistema nervoso, para então acionar o aparelho de fonação e expressar em palavras as idéias germinadas na mente. E o feitiço mental ainda pode ser mais daninho do que através da palavra, pois é elaborado demorada e friamente sob o calculismo da consciência desperta, em vez de produto emotivo do instinto incontrolável. O enfeitiçamento verbal produzido pela maldição ou pela praga, pode gerar-se num arrebatamento de cólera, contrariedade ou desforra de natureza mais emotiva ou explosiva, produzindo mais fumaça do que ruínas ! Faltando-lhe a premeditação, que confirma o impacto ofensivo, também pode ser menos prejudicial.


PERGUNTA: Quais são os motivos que tornam o feitiço mental mais ofensivo do que o enfeitiçamento verbal?

RAMATIS: O feitiço mental, quase sempre, é fruto do ciúme, do amor-próprio, da frustração, vingança e humilhação, pois germina e cresce no silêncio enfermiço da alma e sob a consciência desperta do seu autor. O feitiço mental pode ser mais grave do que o feitiço verbal, porque fecunda-se na covardia silenciosa e ignorada do mundo profano. Quem amaldiçoa ou roga pragas, assume em público a responsabilidade de sua desforra intempestiva. Mas o que enfeitiça pela mente, resguarda-se no anonimato hipócrita e ainda continua a gozar de bom conceito público. Ref. (01) Páginas 59 / 60
06 - A BRUXARIA E OS EXAMES MÉDICOS E DE LABORATÓRIOS


PERGUNTA: É certo que a pessoa enfeitiçada pode ser diagnosticada erradamente pelo médico, quando se sente adoentada?

RAMATIS: E por que não? Quem está enfeitiçado encontra-se psiquicamente impermeabilizado às fontes que lhe podem fazer bem; propenso a aceitar as piores sugestões e os conselhos mais prejudiciais do mundo oculto. O enfeitiçamento não é feito como simples passatempo, mas é de sua função precípua prejudicar o próximo. Só as pessoas realmente evangelizadas, de pensamentos otimistas e emoções controladas, podem resistir com maior eficiência aos impactos de bruxaria.

A pessoa enferma e enfeitiçada quase sempre ignora a origem de sua perturbação, assim como a sua aura conturbada também pode influir sobre o médico que a examina e leva-lo a um diagnóstico impreciso ou errado. Há casos em que os malfeitores das sombras ligados pelo serviço de bruxaria, induzem as vítimas a consultarem certos médicos de baixa condição moral e atraso espiritual, os quais apenas identificam sintomas equívocos e prescrevem medicamentos inócuos e até nocivos.

Após deambular incessantemente por consultórios médicos, sofrendo terapias confusas e até intervenções cirúrgicas desnecessárias, algumas criaturas só conseguem a sua cura aliando o tratamento físico à renovação espiritual, ou ajustando a sua mediunidade florescida prematuramente sob a ação estimulante do feitiço, pela freqüência aos centros espíritas ou terreiros de Umbanda . Então melhoram, porque aumentam as suas defesas psíquicas fortificadas pela conduta superior, como também ficam sob a guarda de espíritos benfeitores, que os ajudam a dissipar os maus fluidos. Ref. (01) Página 40
07 - O PODER DO PENSAMENTO


PERGUNTA: Qual é a definição mais clara do pensamento?

RAMATIS: O pensamento é uma vibração da mente, ainda é matéria, embora sutilíssima, que provoca a ruína de outrem, quando lançado sob o impacto tóxico da mente vingativa. É um fenômeno análogo ao da luz, pois se propaga em ondas, as quais vão se enfraquecendo à medida que aumenta a distância que percorrem. Mas o pensamento é muitíssimo superior ao fenômeno da luz, porque ele é uma vibração de matéria mais quintessenciada e a sua produção exige múltiplos fenômenos fisiológicos do corpo humano...

O homem, ao pensar, imprime impulsos vibratórios no seu corpo mental, resultando, simultaneamente, a produção de “ondas” e de “formas pensamento”. Conforme a lei de repercussão vibratória, a vibração do corpo mental então se propaga pela matéria que a rodeia, assim como a vibração da campainha se dissemina pelo ar atmosférico ou ambiente onde é acionada. A atmosfera e o éter, que interpenetram todas as coisas do macro e do microcosmo, também estão impregnados de substância mental proveniente da própria Mente Cósmica e respondem prontamente a quaisquer impulsos vibratórios da mente humana. Ref. (01) Páginas 60 / 61
08 - O FEITIÇO PODE VIRAR CONTRA O FEITICEIRO


PERGUNTA: No caso do feitiço refratar sobre a pessoa visada e atingir outro ser familiar, não é um procedimento injusto?

RAMATIS: Como a imunidade psíquica contra qualquer das expressões de enfeitiçamento varia de conformidade com a conduta da pessoa visada, as correntes malévolas atingem e penetram com êxito nas auras perispirituais dos seres humanos, conforme a sua vulnerabilidade áurica no momento.


PERGUNTA: Por que há criaturas boníssimas, de conduta reconhecidamente evangélica, que se afirmam vítimas de enfeitiçamentos ? Como se explica isso?

RAMATIS: Nem todo o santo de hoje foi magnânimo, virtuoso ou ordeiro no passado ! Certas criaturas, que presentemente se devotam à prática do bem, ainda não podem furtar-se à lei cármica e oferecer defesas seguras contra as forças destrutivas, que também movimentaram em existências pretéritas. Colhem agora os frutos amargos da sementeira imprudente, enquadrados na lei de que “será dado a cada um segundo as suas obras”! Ademais, o simples fato de precisarem reencarnar-se na Terra, os obriga a suportarem as contingências e as energias agressivas do plano terrestre ainda tão primário... Ref. (01) Página 38
09 - A MAGIA E PESSOAS DE MÁS INFLUÊNCIAS

Ambientes e pessoas “carregadas” identificam falta de espiritualidade, religiosidade e de boa moral. ( Evitar esse contactos ).

Pensamentos e sentimentos maus, vingativos, violentos e perturbados produzem fluidos e forças venenosas que causam doenças e agitação ...

As pessoas possuidoras de inveja, ódio, mesmo sem o rótulo de feiticeiras, são as pessoas que mais envenenam ambientes e o próximo.

Todos os feiticeiros profissionais e “amadores” sempre recebem de volta as “cargas” que produzem: pagam com câncer e outras enfermidades horrorosas e dolorosas.

A magia negra, mística e científica sempre existiu: ela está nos cultos religiosos, no canto, nas músicas, na conversação e nos cultos de bruxaria ...



REFERÊNCIA:
MAGIA DE REDENÇÃO – RAMATIS
APSA – SR. ANTÔNIO PLÍNIO – PRESIDENTE DA S.E.R. – RIO DE JANEIRO

A visão espírita da epilepsia

Na Bíblia, encontramos a passagem do “menino epiléptico”, narrada por Mateus (17: 14 a 19), na qual Jesus, “tendo ameaçado o demônio, fez com que ele saísse da criança, que foi curada no mesmo instante”. No livro A Gênese, Allan Kardec explica que a “imensa superioridade do Cristo lhe dava tal autoridade sobre os espíritos imperfeitos, chamados então de demônios, que lhe bastava ordenar que se retirassem para que não pudessem resistir a essa injunção”.
Para nós, espíritos em aprendizado, fazer uma desobsessão é mais complexo. Precisamos ter uma ajuda espiritual e muito carinho com nossos semelhantes, pois o verdugo de hoje foi vítima ontem. Para sabermos se o problema é um processo obsessivo ou carma, devemos analisar os tipos de reencarnação: expiação, provação e missão. A expiação é o resgate, por meio da dor, de erros cometidos em outras existências. Pela provação, temos provas voluntariamente solicitadas pelo espírito, as quais, se bem suportadas, resultarão em seu progresso espiritual. A missão é a realização de qualquer tarefa, de pequena ou grande relevância. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas.
A medicina descreve uma crise epiléptica como uma desordem cerebral, causada por descarga elétrica anormal, excessiva e transitória das células nervosas, decorrente de correntes elétricas que são fruto da movimentação iônica através da membrana celular. Existem diversos tipos de crises, como parciais, parciais e completas, generalizadas e tônico-clônicas.
Causas da epilepsia
As causas da epilepsia podem ser desde uma lesão na cabeça como um parto à fórceps. O uso abusivo de álcool e drogas, além de outras doenças neurológicas, também podem gerar a doença. Na maioria dos casos, entretanto, desconhece-se as causas que lhe dão origem. Muitas vezes, o paciente tem as convulsões e os exames realizados dão resultados normais. Divaldo Pereira Franco, no livro Grilhões Partidos, afirma que “mesmo nesses casos, temos que levar em conta os fatores cármicos incidentes para imporem ao devedor o precioso reajuste com as leis divinas, utilizando-se do recurso da enfermidade-resgate, expiação purgadora de elevado benefício para todos nós”.
Vale ressaltar que a medicina terrestre evoluiu, não só porque conta com a cirurgia, que é usada quando o resultado da medicação não foi satisfatório e o médico avalia as possibilidades de sucesso cirúrgico, mas por que os médicos têm se preocupado em adaptar o paciente à vida social e familiar, além da reabilitação aos estudos. Muitas vezes, envolvem vários profissionais de diversas áreas, como psicólogos, terapeutas etc., elucidando o paciente e sua família sobre a importância do uso dos remédios e o apoio dos pais nesta caminhada. Estes, inclusive, com receio das crises epilépticas, acabam dando uma superproteção ao filho, temendo que ele se machuque. Essa proteção é normal, mas deixa o epiléptico dependente dos genitores, tornando-o uma criança isolada e fechada.


Algumas pessoas, sem o devido estudo, alegam que a epilepsia é uma mediunidade que deve se desenvolver. Porém, conforme afirma Divaldo Pereira Franco em Grilhões Partidos, vale ressaltar que “não desconhecemos que toda enfermidade procede do espírito endividado, sendo a terapêutica espiritista de relevante valia. Porém, convém considerar que, antes de qualquer esforço externo, há que se predispor o paciente à renovação íntima intransferível, ao esclarecimento, à educação espiritual, a fim de que se conscientize das responsabilidades que lhe dizem respeito, dando início ao tratamento que melhor lhe convém, partindo de dentro para fora. Posteriormente e só então, far-se-á lícito que participe dos labores significativos do ministério mediúnico, na qualidade de observador, cooperador e instrumento, se for o caso”.
Existem processos perniciosos de obsessão que fazem lembrar um ataque epiléptico devido à igualdade da manifestação. Também com uma gravidade séria, ainda conforme as palavras de Divaldo, “ocorrência mais comum se dá quando o epiléptico sofre a carga obsessiva simultaneamente, graças aos gravames do passado, em que sua antiga vítima se investe da posição de cobrador, complicando-lhe a enfermidade, então com caráter misto”.
Independentemente do fato do epiléptico estar sob um processo obsessivo ou não, é importante a freqüência ao centro espírita para a reforma íntima e para receber aplicação de passes, que é uma transfusão de energias físio-psíquicas. Porém, mesmo com o tratamento espiritual, o epiléptico deve manter controle com a medicina terrestre, com a aplicação de anticonvulsivos, pois cada caso é um caso.
Reforma íntima
Pode-se fazer um tratamento de desobsessão e o inimigo do passado ser doutrinado, mas a dívida persistirá enquanto não for regularizada, como explica Divaldo no livro. “Considerando-se que o devedor se dispõe à renovação, com real propósito de reajustamento íntimo, modificando as paisagens mentais a esforço de leitura salutar, oração e reflexão com trabalho edificante em favor do próximo e de si mesmo, mudam-se-lhe os quadros provacionais e providências relevantes são tomadas pelos mensageiros encarregados de sua reencarnação, alterando-lhe a ficha cármica. Como vê, o homem é o que lhe compraz, o que cultiva”, descreve.
Gostaria de terminar dizendo para as pessoas que têm epilepsia e seus familiares que jamais desanimem, em momento algum, sobretudo nos momentos mais difíceis, onde a doença parece incontrolável. Os pais são o alicerce para o filho epiléptico e este só poderá obter a cura total ou parcial com o apoio dos familiares e muita fé em Deus.
Ao terminar de ler esta matéria, não se preocupe em ficar remoendo na mente sobre os atos que poderia ter feito no pretérito que lhe fizessem voltar com essa enfermidade. Cuide de sua reforma íntima e espiritual, para que, posteriormente, venha a trabalhar em prol dos mais necessitados. Dessa forma, além de se ajudar a evoluir espiritualmente, ajudará também muitas pessoas que virão ao seu socorro.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 14.
Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.


Epilepsia e Espiritismo,
breves comentários 
 
A epilepsia é tão antiga como o homem. Sabe-se de legislações a respeito de pacientes epilépticos no código de Hammurabi e, na antiga Grécia, se lhe chamava "a doença sagrada", pois devido à característica súbita e inesperada do fenômeno se acreditava que os deuses ou demônios possuíam o corpo do enfermo.
"Do grego deriva o termo epilepsia que significa ‘ser tomado desde acima’. Hipócrates, pai da Medicina escreveu ‘A respeito da doença sagrada’, e quatro séculos antes de nossa era disse que não era mais sagrada do que qualquer outra e que tinha seu assento no cérebro. Em Roma se lhe chamou a ‘doença comicial’, pois o fato de que algum dos assistentes apresentasse uma convulsão era um sinal de suspender as eleições."
Portadores de epilepsia sofrem com o estigma, o preconceito, a vergonha e o medo do desconhecido. A epilepsia é uma doença cerebral caracterizada por convulsões, que vão desde as quase imperceptíveis até aquelas graves e freqüentes. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 50 milhões de pessoas no mundo são portadoras de epilepsia, sendo que, destas, 40 milhões estão em países subdesenvolvidos. Apesar desse cenário alarmante, a organização afirma que 70% dos novos casos diagnosticados podem ser tratados com sucesso, desde que a medicação seja usada de forma correta. (1)
O tratamento preferencial para a epilepsia é o medicamentoso. O uso das drogas anticonvulsivas é eficaz em 70% a 80% dos casos. Para os pacientes com epilepsia refratária às drogas anticonvulsivas (20% a 30% dos casos), o tratamento indicado é o cirúrgico. Dependendo do tipo de epilepsia, a cirurgia pode ser bem sucedida em até 80% desses pacientes. A cirurgia se desenvolveu, principalmente, a partir dos anos 80 com o avanço da tecnologia nos exames de imagens. A ressonância magnética estrutural e a funcional (SPECT), além do monitoramento em vídeo, permitem fazer um diagnóstico exato do foco epiléptico. Porém, apesar da tecnologia médica atual, "É como atirar no escuro e esperar que o alvo seja acertado". É assim que o neurologista Ley Sander, professor do Departamento de Epilepsia Clínica e Experimental do University College London, define o tratamento da epilepsia.
"Em todos os países, a epilepsia representa um problema importante de saúde pública, não somente por sua elevada incidência, mas também pela repercussão da enfermidade, a recorrência de suas crises, além do sofrimento dos próprios pacientes devido às restrições sociais que, na grande maioria das vezes, são injustificadas", afirma o neurologista Jesus Gomez-Placencia, MD, PhD, Professor titular, Dep. de Neurosciências da Universidade de Guadalajara, no México. (2)
Foi Hipócrates (em torno de 460-375 aC) - talvez influenciado por Atreya, pai da medicina hindu (e que viveu 500 anos antes) - quem passou a afirmar que a epilepsia não tinha uma origem divina, sagrada ou demoníaca, mas que o cérebro era responsável por essa doença. E, apenas muitos anos depois, Galeno (129 - em torno de 200 dC) fez a primeira classificação de diferentes formas da doença. (3) Apesar das afirmações de Hipócrates e Galeno, as crenças em torno da epilepsia como possessão, maldição ou castigo, perpetuaram por muito tempo.
A epilepsia, sob a ótica do Espiritismo, é uma doença neurológica, como qualquer outra doença que pode alterar o organismo humano, por isso mesmo deve ser tratada com os especialistas da medicina terrena. A propósito, alguns estudantes do Instituto Politécnico do México (IPN) criaram um dispositivo que diminui os ataques de epilepsia, consoante informa o instituto da Cidade do México. "Com o objetivo de contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de epilepsia, estudantes criaram o Saceryd, que reduz a freqüência e a intensidade das crises por meio de estímulos elétricos"(4). Nos Estados Unidos, já existe aparelho semelhante.
Não há dúvida que a terapêutica espírita poderá ajudar na recuperação do equilíbrio físico do enfermo, se for ministrada adequadamente, sem nunca dispensar a assistência médica. Porém, muitas pessoas confundem as crises epilépticas com sintomas obsessivos ou mediunidade a ser desenvolvida, o que é um grave erro. Ainda hoje, em pleno Século XXI – a despeito de todas as proezas da medicina –, muitos centros espíritas e igrejas de outros vários credos, sobretudo no Brasil, lidam com a epilepsia – como se esta fosse originada de "incorporações de Espíritos de mortos", de "possessões pelo demônio" etc. Até bem pouco tempo atrás, em todo o mundo, os ataques epilépticos, as convulsões cerebrais, o histerismo, as doenças em geral eram tratados quase que exclusivamente com "passes magnéticos" ou "exorcismos", muitas vezes violentíssimos e desumanos.
A epilepsia não é obsessão, muito embora esta possa, às vezes, se apresentar com os sintomas da epilepsia, e o epiléptico pode ser portador de um processo obsessivo. Daí a confusão que muitas vezes é feita entre uma coisa e outra. O conceito que existe no meio espírita de que os epilépticos são médiuns que deveriam desenvolver suas mediunidades é completamente equivocada.
Essa patologia mui raramente ocorre por meras alterações no encéfalo (5), como sejam as que procedem de pancadas na cabeça, geralmente, é enfermidade da alma, independente do corpo físico, que apenas registra, nesse caso, as ações reflexas. Pois a epilepsia tem ligação com problemas espirituais. A recordação dessa ou daquela falta grave, que ficam enraizadas no Espírito sem que tenha tido oportunidade de desabafo ou corrigenda, cria na mente um estado patológico que se classifica de zona de remorso, provocando distonias diversas de uma encarnação para outra.
O corpo procede do corpo, porém há influência enorme da consciência do reencarnante, modelando seu próprio corpo, influenciando os genes da hereditariedade com o distúrbio ligado à causa pregressa no aproveitamento da Lei de Deus, para que o Espírito não escape ao seu destino doloroso, mas intransferível e necessário. No livro Missionários da Luz, cap. 12, André Luiz narra-nos inúmeras experiências em que o Espírito reencarnante pede que sejam alteradas certas condições físicas para que possa vencer as suas provas redentoras.
A epilepsia é uma doença neurológica e possui matrizes cerebrais para que ela ocorra. No entanto, muitos fatores podem provocar essas alterações cerebrais e, dentre eles, há a causa espiritual. A grande contribuição do Espiritismo nessa área é apontar causas espirituais diretas e indiretas. No livro A Gênese, no capítulo XIV, Allan Kardec ensina que uma obsessão intensa (forte interdependência entre o obsessor e o obsidiado) e prolongada pode gerar lesões orgânicas através dos fluidos espirituais "viciados": "Tais fluidos agem sobre o perispírito, e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com o qual está em contato molecular. (...) Se os fluidos maus forem permanentes e enérgicos, poderão determinar desordens físicas: certas moléstias não têm outra causa senão esta (6). O Mestre de Lyon reconhece em O Livro dos Espíritos, questões 481-483, que uma influência espiritual obsessiva pode causar uma neurolesão epiléptica e propõe que o método desobsessivo pode levar à cura do paciente”. (7)
A epilepsia possui muitas relações com mecanismos naturais das provas e expiações, no contexto das causas atuais e anteriores das nossas aflições. Assim, apesar da epilepsia ter uma causa orgânica, a influência espiritual para que ela aconteça não pode ser ignorada. Narra André Luiz um caso no qual, durante uma convulsão epiléptica, o obsessor, ligando-se a Pedro, produziu uma convulsão generalizada tônico-clônica. O mentor Áulus afirmou que ali se verificou um caso de possessão completa ou epilepsia essencial e analisa que, no setor físico, Pedro estava inconsciente e não teria lembrança do ocorrido, mas estaria atento como Espírito e, nessa condição, arquivaria a ocorrência, enriquecendo-se. (8)
Na seqüência do fato, após a prece e o passe, ocorre o desligamento do desencarnado, termina a convulsão e Pedro entra em sono profundo. "Com a terapia desobsessiva exitosa, será possível terminar com os ataques de "possessão", mas Pedro sofrerá os reflexos do desequilíbrio em que se envolveu, a se expressarem nos fenômenos mais leves da epilepsia secundária que emergirão por algum tempo, ante recordações mais fortes da luta atual até o reajuste integral do perispírito (reflexo condicionado)"(9). Esse caso demonstra que, apesar de tratar-se de obsessão, não ocorreu a manifestação do obsessor após a convulsão, certamente devido ao passe aplicado durante a convulsão, que produziu o desligamento do Espírito desencarnado. Infere-se pois, ante a presente exposição, que os quadros de epilepsia podem ser provocados por obsessão também, tanto quanto existem casos sem ação de desencarnados e casos mistos. Independentemente do caso, com ou sem envolvimento obsessivo, há necessidade de uso de medicação da medicina acadêmica, considerando-se óbvio que a terapia desobsessiva é altamente eficaz, devendo ser usada como preconiza a obra kardequiana. 

Médiuns de Transporte

DOUGLAS RAINHO

A mediunidade de transporte – em alguns casos também chamada de descarrego – é uma mediunidade que ou caiu em desuso nos terreiros ou é bem mal-explicada e trabalhada. Alguns referenciam que o cambone é um médium de transporte nato, pelo simples fato do mesmo doar energia ectoplasmática durante as sessões ou giras de Umbanda. Porém isso está incorreto.

O cambone tem sim um papel de extrema importância e pode – geralmente o faz – doar ectoplasma para os guias que ali estão para que os mesmos manipulem em prol do assistido. Veja, o ectoplasma aqui citado é a energia vital em excesso. Jamais será tirado algo que fará mal para o indivíduo e também sem a concordância deste. Quando se aceita ser cambone, tacitamente se “assina” esse tipo de contrato de doação energética. Porém, a mediunidade de transporte é bem distinta, apesar de utilizar-se do princípio do ectoplasma também.

Sabemos que o ser humano não é constituído apenas de matéria, dentro das tradições orientais mais populares, nos é dito que possuímos sete corpos: Atma (espírito), Búdico, Mental Superior, Mental Inferior, Corpo Astral (Espiritual), Duplo-Etéreo e Material. Dentro da classificação espírita, Kardec sintetizou os corpos Búdico, Mental Superior e Inferior, o Corpo Astral e o Duplo-Etéreo em um só denominado Perispírito, deixando a sua definição assim: Espírito, Perispírito e Matéria. Ele simplificou a estrutura energética do ser humano, mas sem desqualificar a sua essência.

Dentre esses corpos, o que podemos denotar é que ao desencarnar perdemos dois deles: Duplo-Etéreo e o Material. Apesar do Duplo-Etéreo ser um corpo invisível a olho nú, ele ainda é em parte material e será desagregado após o desencarne, depois de aproximadamente 48 à 72 horas. Isso pode variar, conforme o apego a matéria ou a espiritualização do indivíduo.

Em muitos casos os espíritos obsessores ou negativados (desequilibrados, desarmonizados e alguns até mesmo sem saber que estão mortos), acabam interferindo na vida material das pessoas. Trazendo perturbações de ordem espiritual, manifestações fenomênicas, etc. Alguns, precisam se nutrir da energia da vida (duplo-etéreo) para lembrar como era na matéria. Outros tantos, acabam simplesmente por obsedar pela maldade e pela vingança. Seja qual for o caso, o espírito em desequilíbrio ou em embrutecimento consciencial, acaba se esquecendo de certas particularidades da vida material. Nesses casos, quando alguns procedimentos falharam é que entra o médium de transporte. O médium cederá seu instrumento mediúnico, para que um espírito embrutecido ou desequilibrado possa “incorporar” e tomar um CHOQUE anímico. Ou seja, ele irá sentir as dificuldades e restrições da matéria e em alguns casos isso é o suficiente para colocar determinadas entidades nos trilhos novamente.

Existe até dentro dos tratamentos de passes dos centros espíritas o passe chamado Choque Anímico (CH). Que tem o mesmo princípio, vitalizar o ser desencarnado para que ele lembre-se de como é estar aqui, em uma terra de expiação.

Logo após o trabalho do médium de transporte, o espírito é então retirado do campo mediúnico do mesmo e levado para as zonas de recuperação, pelas falanges que cuidarão do espírito agora em estado de choque ou ao menos temeroso.

Hoje em dia, muitos dizem que esse tipo de artifício não é mais necessário, pois evoluímos e não precisamos mais utilizar dessa mediunidade. Outros, acabam por dizer, que é necessário, mas que qualquer pessoa pode se tornar um desses tipos de médium de transporte e pode fazê-lo. Ambos, na minha visão estão enganados.

A mediunidade de transporte ainda é necessária, mas assim como era no passado, os casos em que ela é necessária são escassos. Não é regular fazer transporte em TODAS as giras e sessões e também não é qualquer um que pode doar a sua matéria para esse tipo de atividade. Os mais antigos da tradição umbandista, chamavam esses médiuns de médiuns de descarrego ou médiuns de Exus, pois tratavam todos os espíritos em desequilíbrios, negativos, negativados, etc. como espíritos de exus catiços. Existem pessoas que tem uma certa “vitalidade espiritual” diferente, mais abundante, que são os ideais para esse tipo de trabalho.

Com essa mania das novas Umbandas de que todos são médiuns, seja de incorporação ou de transporte, estão criando verdadeiros casos de obsessões complexas e até mesmo coletivas nos terreiros. Pessoas que acabam perdendo a sua própria vitalidade, sua energia vital, entrando em colapso nervoso, psicológico, emocional e até mesmo manifestando desordens físicas. Em outros casos, o terreiro inteiro acaba sendo desvitalizado e perdendo a força! Quantas vezes não ouvimos dizer que determinado terreiro era bom, mas que de uns tempos pra cá parece que ficou fraco? Que os pedidos e ajudas não são mais atendidas? Inúmeros!

Então, médium de transporte (ou de descarrego ou de exu) é um indivíduo com uma constituição físico-espiritual diferente, que passará por um processo de aprendizado e saberá utilizar da melhor maneira possível sua mediunidade sem que está lhe traga prejuízos em sua vida cotidiana ou a sua saúde.

Já para o Espiritismo, codificado pelo pedagogo francês Allan Kardec, a mediunidade de transporte é outra coisa. Usa-se a mesma nomenclatura, mas para um fenômeno diferente, que é conhecido nos meios de estudos parapsicológicos como “Apport”. Para a Doutrina Espírita, mediunidade de transporte é a capacidade de fazer com que um objeto material seja levado a outro local. Por exemplo, dentro de uma gaveta trancada, há um pequeno objeto (anel por exemplo). Através da manifestação fenomênica da mediunidade de transporte, tal objeto é desmaterializado de dentro da gaveta e levado até outro local. Isso podendo ocorrer também, com o objeto sendo deslocado “manualmente” sem proceder a desmaterialização, ou seja, determinado espírito manipulando a matéria (lembrando que é necessário ter um médium de efeitos físicos próximo) pega o anel e o carrega (como um ser humano encarnado o faria de forma ordinária) até outro local.

No livro do espírito encontramos também dentro da categoria de médiuns especiais, como médiuns de aporte:


Médiuns de aportes – Os que podem servir aos Espíritos para o transporte de objetos materiais. Variedade dos médiuns motores e de translação. Excepcionais. (Ver nº 96).

Dentro da categoria dos fenômenos mediúnicos de característica física, existem diversas subdivisões. Recomendamos a leitura do Livro dos Médiuns, para mais informações.

Dentro dessa lógica, podemos traçar um paralelo com os inúmeros relatos sobre aparições de objetos em travesseiros ou dentro de tufos de algodão. Ramatis, ponderá sobre isso em seu livro Magia de Redenção, quanto as magias negras, feitiçarias e macumbas feitas com objetos que depois se materializam em alguns locais, geralmente nos objetos que já citamos acima. Para causar um efeito magnético e uma perturbação no campo espiritual e energético do alvo dessas magias negativas.

Podemos então, claramente dizer, que determinados espíritos sob a batuta de um mago negro, feiticeiro maligno, etc. pega certos objetos de uso pessoal do médiuns – que contém sua impressão energética – e os levam até o mago negro. Esse, por sua vez, agirá com todo seu conhecimento sobre essas artes negras para que impregne com energias nocivas tais objetos, ou até mesmo, os utilizar para criar um elo (link) com o alvo. Depois ordenará a seus asseclas espirituais que devolvam os tais objetos a seus locais de origem. Em alguns casos, há ainda outro tipo de manifestação, como uso de pregos, pregos de caixão e outras coisas, sendo magnetizados negativamente junto com “links” pessoais, como cabelo, unhas, sangue, etc, do alvo. Esses serão materializados depois dentro de seu travesseiro, pela proximidade com o campo energético e também com o aparelho mental, para que possa perturbá-lo e que tenha mais eficácia em seu sórdido objetivo.

As manifestações de mediunidades de transporte são distintas pro Espiritismo e para a Umbanda, porém, acho que conseguimos deixar claro sobre as mesmas. Caso ainda persistam dúvidas, leiam os livros indicados.

O importante é sempre manter a responsabilidade sobre as questões espirituais e principalmente mediúnicas. Axé!




tenda de Umbanda Pai Joaquim de Angola e Caboclo Tupinambá



O transporte na Umbanda é um procedimento de desobsessão onde o médium, geralmente através de um toque com a mão, transfere para si o egun (espírito obsessor) que acompanha o paciente incorporando-o momentaneamente. Trata-se de um ato de caridade, pois além de livrar o paciente de sua obsessão espiritual, durante a incorporação (que deve ser breve), o egun recebe o que se designa como Choque Anímico, que provoca melhora em seu estado de sofrimento, facilitando e incentivando sua disposição em receber ajuda e ser encaminhado. Nesse momento, durante o transporte, é possível uma breve tentativa de doutrinação do egun (obsessor), para que entenda sua situação e siga com os espíritos socorristas.

Divaldo Pereira Franco afirma que a terapia desobsessiva pela doutrinação do obsessor incorporado no médium, independentemente da eficácia da doutrinação propriamente considerada, já traria em curto prazo uma melhoria de 30% a 40% no nível vibratório do obsessor só pelo choque anímico.

Blog: Umbanda, aprecie com moderação

Para que a puxada tenha objetivo e finalidade correta é importante ressaltar;


1- Que exista mediunidade de fato (não seja um anímico);


2- Não tenha medo, e confie naqueles que vão ampará-lo neste trabalho, tanto na parte material como na espiritual - se não confiar, nem é bom tentar;

3- Tenha recebido treinamento adequado ou, se for iniciante, que tenha à sua volta uma corrente muito bem firmada por espíritos que tenham este tipo de treinamento;

4- Que saiba controlar moderadamente as atitudes do "puxado" para que não haja excessos. O exemplo da ilustração acima em azul é uma pista;

5- Tenha protetores de fato que tanto o prepare para a (s) puxada (s) quanto para a limpeza posterior, sempre necessária (fator imprescindível);

6- Entenda que ele é um intermediário e que está ali para permitir ou facilitar o contato do obsessor com os espíritos que vão encaminhá-lo depois e que, por isto mesmo, não pode entrar em sintonia máxima com o obsessor sob pena de dificultar a sua retirada por parte dos espíritos auxiliares em casos em que esses obsessores se tornam ou se mostram muito obstinados.


No processo de puxada, dependendo muito do treinamento do médium para isto, ele vai sentir a aproximação; vai sentir a "entrada" da entidade até o ponto em que ele médium permitir, sem perder a consciência. Mantendo-a, mesmo que parcialmente, não poderá deixar que todas as sensações "físicas" da entidade, bem assim como os comportamentos sejam expostos em toda a sua plenitude, fato este que denotará que, mesmo parcialmente incorporado, o dono do corpo é ele - o médium - o que fará ver à entidade que "ela não é tão forte como quer parecer", nos casos em que isto se torna evidente.

Se o médium se deixar comandar totalmente é sinal de que ele é "mais fraco" que a entidade, o que por si só já transmite a ela a ideia (quase sempre correta) de que pode "mandar no pedaço" e fazer o que bem quer com este médium.


Indicação Chave: Neste tipo de processo, tudo o que o médium não pode é FICAR TENSO. Pelo contrário, deve deixar fluir por seu corpo todas as sensações que forem necessárias de uma forma que ele mesmo não acabe prendendo-as e com isto continue a senti-las após a saída do "invasor". Se sentir enjoo, não deve se ligar a ele; se sentir ânsia de vômitos não deve forçá-lo, mas se ele vier, deve deixar vir o mais naturalmente possível, sem se importar com o que os outros vão pensar porque, de outra forma, prenderá toda a energia que provoca a ânsia dentro de si dificultando o trabalho dos espíritos que o assistem de fora. De uma forma geral, num processo bem coordenado, essas sensações (e possíveis outras) PASSAM pelo médium e, se ele não as bloquear dentro de si por tensões e medos, vão embora assim como vieram.


Liberdade de comando do corpo só se dá aos espíritos seguramente amigos (Ou seja, seus Protetores de fato e direito) e nunca aos que apenas passam por nós, temporariamente, para que possam vir a ser encaminhados. Questão de segurança!

Médiuns em desenvolvimento, em sua maior parte já tendem a não deixarem QUALQUER ENTIDADE lhes tomar adequadamente (por medo mesmo, quase sempre). Se aprenderem com a prática a deixarem se tomar por Protetores e não se deixarem tomar por "invasores", já terão um bom caminho andado nesta prática.

Os médiuns mais antigos que não tiveram este tipo de treinamento inicial, costumam ter maiores dificuldades e às vezes não conseguem se livrar de todas as sensações que esses espíritos trazem consigo e passando mal, após, por conseguinte. Em casos mais problemáticos, digamos assim, não conseguem nem se livrar do próprio obsessor, de tanto que lhe deram permissão de invasão.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Sacerdote – Feiticeiro – Bruxo – Mago

É comum as pessoas terem duvidas sobre quem é um Sacerdote, Feiticeiro, Bruxo, Mago.

Os títulos nos confundem, porém veremos que cada um tem sua função dentro de uma hierarquia própria de sua religião ou filosofia.

O Sacerdote representa uma religião e é a ponte entre os mundos materiais e espirituais. É aquele que conduz uma comunidade religiosa.

Sua preparação tanto pode ter sido feita diretamente no plano espiritual quanto por outro sacerdote, respeitando-se, porém, a hierarquia de sua religião.

Para exemplificar tomemos por base a Igreja Católica onde Sacerdotes são preparados por outros Sacerdotes dentro de sua hierarquia.

Na Igreja Católica, a exemplo de Jesus, a outorga Sacerdotal é concedida pela imposição de mãos e é uma iniciação.

O Sacerdote católico, portanto, é alguém que passou por um ritual de iniciação e foi preparado por outro Sacerdote.

Este é o Sacerdócio horizontal, ou seja, encarnado prepara encarnado.

O Sacerdócio Direto é aquele no qual a pessoa recebe uma revelação diretamente da espiritualidade e, baseado nesta revelação, funda ou cria, uma religião.

Embora Jesus não tenha fundado nenhuma religião, Ele veio ao mundo anunciar o Reino dos Céus. Considerado Profeta, Jesus trazia consigo a mensagem que recebia diretamente de Deus, Nosso Pai.

Com Moisés aconteceu o mesmo. Ele recebia instruções diretas do Plano Espiritual.

Por serem seguidos por muitas pessoas, foram, tanto Jesus, quanto Moisés, Sacerdotes, pois eram responsáveis pelas comunidades ao seu redor.

O médium Zélio F. de Moraes, fundador da Umbanda, também foi feito Sacerdote pelo molde vertical, ou seja, diretamente pela espiritualidade.

Após anunciar a Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas e seu médium Zélio, deram inicio a uma pequena comunidade religiosa.

O Sacerdócio vertical é comum na Umbanda, muitos Sacerdotes receberam de seus guias/mentores, a incumbência de abrir um trabalho de Umbanda conforme suas orientações.

As religiões tradicionais preparam seus Sacerdotes. Na Umbanda da atualidade essa preparação já está acontecendo, ou já acontece há algum tempo.

Quem é o Feiticeiro?

Um Feiticeiro é alguém que possui um grande receituário, esse receituário é chamado de feitiço. São receitas de magia.

 O Feiticeiro trabalha muito bem com a combinação de elementos, bebidas, rezas. O Feiticeiro pode ser também um benzedor.

É alguém que quando procurado, pede-se:

 “Preciso de uma ajuda no campo da saúde, ou no campo profissional, nesta e nesta situação”
O Feiticeiro,  que é um técnico de manipulação de energia, vai buscar em seu receituário, se é um bom Feiticeiro, ele tem um enorme receituário, algo que sirva para essa pessoa, esse é o Feiticeiro.

Existem feiticeiros éticos, que trabalham somente para o bem e existem os que trabalham somente para o mal. Outros ainda trabalham segundo seu próprio julgamento e realizam feitiços tanto para o bem quanto para o mal, dependendo do valor acordado entre cliente e ele, feiticeiro.

O feiticeiro é manipulador de energias que usa receitas para cada caso que a ele se apresente. Pode, ou não, contar com a intervenção dos espíritos e das Divindades na realização de seus trabalhos.

A diferença principal entre Mago e Feiticeiro é a Ciência. O Mago é um cientista, estudioso e o feiticeiro se vale de receitas prontas.

Assim como o feiticeiro, o Mago aplica seus conhecimentos tanto para o bem quanto para o mal e há ainda a prática neutra.

A Umbanda é uma religião mágica, não trabalha com feitiçaria e sim com a Ciência que pode ser observada nos pontos riscados, cantados e na manipulação energética de vários elementos utilizados pelos guias que conhecem e dominam a magia de Umbanda.

A palavra Bruxo (a) foi popularizada na época da Inquisição e rotulava toda pessoa que tinha uma crença diferente da católica.

Os Celtas, por exemplo, praticavam magia e foram vítimas da mão pesada da Igreja Católica.

Por tradição, uma parte do povo Europeu, principalmente as mulheres, praticavam magia manipulando elementos enquanto recitavam rezas quase sempre em suas cozinhas. Por esse motivo popularizou-se a imagem da Bruxa mexendo no caldeirão.

Na verdade, a cozinha é um grande laboratório.

Para reviver essa cultura européia mágica, hoje em dia existe a “Wicca”.

Annapon

06.11.2014

(Texto baseado no Curso de Teologia de Umbanda Sagrada - Rubens Saraceni - )

A Erva e a bebida de Poder e Sua Relação com o Médium – Mediunidade Xamanica e de Umbanda

“No momento em que você profana o sagrado, o resultado é dor”.
Frase de Edmundo Pelizari

Manipular uma erva de poder, dentro de um ritual, é uma ação Sagrada, muito diferente da dependência da mesma no dia a dia da pessoa.

Na cultura Andina, por exemplo, a folha da coca é Sagrada e consagrada em rituais à Mãe Terra. Bem diferente do uso abusivo e profano que vicia e causa muitos danos.
Diz uma lenda que o povo Andino rogou praga ao povo Europeu por ter destruído sua cultura e acabado com suas folhas de coca:

“Vocês sofrerão por terem profanado nossa erva Sagrada, a coca”.

Sabemos que a cocaína, produto quimicamente industrializado do principio da folha de coca, é avassalador mal que aflige a sociedade mundial. É a profanação do Sagrado causando dor e morte através do vício.

O mesmo ocorreu com o tabaco, usado para fins ritualísticos pelos indígenas, sofreu a interferência do europeu que o industrializou, profanando assim a erva sagrada e transformando-a em vício.

Quando utilizado pelas entidades de Umbanda, o tabaco retoma sua origem e, no momento do ritual é erva sagrada de poder e não vicio.

O mesmo acontece com a cana que é transformada em bebida e, quando consumida dentro do ritual é sagrada, manipulada para fins terapêuticos e não profanos.

A entidade incorporada em seu médium, não consome cachaça a fim de se embriagar, ou ao médium, não necessita de quantidade e sim do fluído que purifica, descarrega e promove assepsia. A entidade não necessita dar espetaculares demonstrações de seu “poder”, bebendo demais ou caminhando sobre cacos de vidro, por exemplo.

O poder real de uma entidade de Umbanda está no bem que ela, junto a seu médium, promove. Está na palavra amiga, no alivio das dores físicas e morais daqueles que as buscam.

Seu poder nada tem a ver com espetáculos ou provas infantis de força. Seu poder é o amor que espalha tocando corações e auxiliando o progresso das pessoas.

O uso da bebida e do fumo são quase práticas Xamanicas, porém o Xamã e o médium de Umbanda são diferentes instrumentos da espiritualidade utilizando as mesmas ferramentas de trabalho de formas diversas e, por vezes, com o mesmo fim.

Nas sociedades primitivas, antes do surgimento das religiões, o homem já praticava a experiência da transcendência, existem estudos sobre o assunto.

A experiência transcendental é única, inexplicável,  pois pertence ao individuo e cada um vive e experimenta o transe de forma particular, única,  e cada um tem seu propósito, cada individuo utiliza o transe para um determinado fim.

Entrar em transe tanto pode acontecer de forma espontânea quanto induzida. Na Umbanda há o desenvolvimento mediúnico que é uma técnica, no Xamanismo a técnica consiste em cantos, toques de tambor, muito semelhante à indução ao transe na Umbanda em alguns terreiros, pois existem outros que não utilizam tambores, ou atabaques.

No Xamanismo o tambor é chamado de arco porque simboliza o arremesso ao mundo espiritual, ao estado alterado de consciência que possibilita ao aspirante, tornar-se um Xamã. 
Nesse ponto encontramos semelhança com a mediunidade de Umbanda.

Outra maneira, muito particular de tornar-se Xamã é pela experiência dolorosa da doença que não encontra cura nas terapêuticas disponíveis. Diante disso, aquele que se tornará Xamã, a partir dessa experiência, sai do corpo, em desdobramento astral, incorpora um espírito e percebe que sua doença, na verdade é uma doença da alma apontando desequilíbrio com o mundo dos espíritos.

A partir do momento que essa pessoa consegue se curar, ela se torna um Xamã porque ela alcançou a cura da alma por intermédio de uma revelação espiritual, uma experiência transcendental que lhe ensina o caminho da cura possibilitando-o, dali por diante, a  ser um curador que muito provavelmente manterá  contato direto com a espiritualidade.

Essa doença, que acomete os aspirantes a Xamãs é conhecida como doença Xamanica.

O fundador da Umbanda, Zélio F. de Moraes, viveu algo semelhante antes da fundação da Umbanda.
Ele sentia dores, passava mal e sua família relatava que ele sofria com “ataques”.
Na verdade Zélio teve uma doença Xamanica hoje conhecida e classificada como mediunidade.

Existe um ditado, no meio Umbandista, que diz o seguinte:

“Quem não vem por amor, vem pela dor”.

A dor seria a doença Xamanica, ou o aflorar da mediunidade e o amor a fé e o encantamento que a Umbanda propicia àqueles que a buscam de coração e mente abertos.

A mediunidade mal trabalhada ou negligenciada causa vários transtornos ao médium, por isso o Xamã diz ser uma “doença” do espírito e as entidades de Umbanda aconselham seu desenvolvimento a fim de que a pessoa retome seu equilíbrio espiritual que se reverte, por sua vez, em saúde física e emocional.

Podemos concluir que todo médium é um pouco Xamã e que mediunidade é muito mais que um mero termo para rotular o individuo que entra em transe mediúnico.

Nas sociedades antigas médiuns eram considerados Xamãs, rotular, porém, a mediunidade e o médium, seria limitar os potenciais que podem se manifestar em cada um de nós.

Mediunidade, portanto, é muito mais e não se limita a um sistema, a uma única forma de ser trabalhada, mediunidade transcende. O Xamanismo nos mostra esta transcendência de forma muito clara e todo Umbandista sente simpatia/afinidade com esta forma Xamanica de trabalhar a mediunidade.

As entidades que se manifestam através de nós tiveram várias encarnações, assim como nós também tivemos e, sermos simpáticos à Umbanda ou a outra religião mediúnica, revela que em outros tempos, muito provavelmente, a magia e seus mistérios nos foram muito familiares.

Annapon
17.11.2014

(Texto baseado no Curso de Teologia de Umbanda Sagrada – Desenvolvido por Rubens Saraceni – Ministrado por Alexandre Cumino)

Quimbanda com “Q” e Kimbanda com “K”

Hoje em dia se fala assim:

Quimbanda com “Q” e Kimbanda com “K”.

A palavra Kimbanda vem da língua Kimbundu, é uma língua falada em Angola.
Em Angola havia a figura do Kimbanda, o Xamã Angolano, esse Kimbanda se escreve com “K”.

A Kimbanda angolana é considerada Xamanismo. Trabalha com Tatás, Yaias, divindades, espíritos, fórmulas mágicas, rezas. Essa prática Xamanica angolana é chamada de “Umbanda”.

A palavra Umbanda também existe em Angola e define a prática religiosa do Kimbanda, mas é  diferente de nossa Umbanda brasileira. Em Angola não existe culto aos Orixás.

O Kimbanda angolano não sofreu influencia do Cristianismo e nem do Espiritismo, portanto é uma prática totalmente diferente de nossa Umbanda brasileira.

É diferente ainda, a prática do Kimbanda, do Candomblé de Angola que é outra forma/estrutura, religiosa.

No Brasil surgiu a Quimbanda, com Q, a fim de designar os trabalhos de Esquerda da Umbanda.

Hoje em dia a língua oficial em Angola é o Português, poucas pessoas falam o Kimbundu. É importante ressaltar a questão da palavra para dizer:

 “A origem da religião de Umbanda não está no mesmo lugar da origem da palavra Umbanda”.

Os Terreiros de Quimbanda são assim denominados por trabalharem, exclusivamente, com a linha de Esquerda da Umbanda ( Exus – Pomba Giras), nem por isso significa dizer que trabalhem para o mal.

Existem, porém, outros terreiros, casas, onde se pratica a magia negra e esse trabalho é também chamado de Quimbandeiro.

O primeiro Umbandista a comparar Exus com demônios e os colocar como servos do mal ou algo muito parecido com a magia negra Européia, os demônios fazem parte da magia negra Européia, foi Aluízio Fontenelle.

Em seu livro “Exu” publicado em 1951, ele traz a magia negra Européia, a compara com Exu e Pomba Gira, faz um sincretismo de demônios com Exus e aí surge a estrutura da Quimbanda que trabalha com magia negra e Exu ao mesmo tempo, dando nomes de Exus aos demônios, usando símbolos e signos da magia negra Européia surgindo assim a Quimbanda Brasileira com estrutura de magia negra Européia.

Não se pode confundir essa com outra Quimbanda ainda, também com “Q” que é a Esquerda da Umbanda.

A essas alturas podemos entender a razão pela qual o termo Kimbanda e Quimbanda geram tanta confusão e mal entendidos porque temos:

Kimbanda = Xamanismo Africano que pratica o bem.
Quimbanda = Esquerda da Umbanda.
Quimbanda = Terreiros que trabalham apenas com a Esquerda.

E há quem pratique magia negativa ou magia negra usando os nomes das entidades da Esquerda, de Exu, de Pomba Gira, classificando isso como um trabalho de Quimbanda.

Assim como é muito difícil definir um bom trabalho de Umbanda, tentar definir a Quimbanda é tão ou mais difícil. A separação do joio do trigo é uma tarefa bastante árdua.

Quem é o Caboclo Quimbandeiro?

É um Caboclo de Esquerda?

Preto Velho Quimbandeiro, é um Preto Velho de Esquerda?

Caboclo Quimbandeiro é um Caboclo que trabalha junto com a Esquerda, é um Caboclo que tem especialidade em cortar demanda.

Existem linhas de Caboclos que são consideradas Linhas clássicas enquanto Caboclo Quimbandeiro como Caboclo Pantera Negra, em Terra, geralmente vem voltado só pra quebrar demanda, desmanchar trabalho de magia negativa, não é comum ver um Caboclo Pantera Negra dando consulta.

Temos Caboclos que são Caboclos demandadores, que muitas vezes passam a ser tidos como Caboclos Quimbandeiros e temos também os Caboclos Africanos, principalmente, a Linha de Arranca:  Arranca Mata, Arranca Mar. Os Caboclos que trazem esse nome “Arranca” são todos eles muito demandadores e considerados um pouco Quimbandeiros como o próprio Caboclo Cobra Coral, Caboclo da Pedra Preta, como o Caboclo Arranca Toco, Caboclo Ventania, Caboclo Ubirajara Peito de Aço, Caboclos Quimbandeiros no sentido da palavra: de demandadores.

 Preto Velho Quimbandeiro são aqueles Pretos Velhos que vem nessa força, de trabalhar junto com a Esquerda e de trabalhar quebrando demanda, o Preto Velho Quimbandeiro mais conhecido ou aquele Preto Velho que é considerado o mais demandador, o mais cortador de demanda porque é, não que isso faça dele mais ou menos do que os outros Pretos Velhos, mas porque é uma especialidade, é o “Preto Velho Rei do Congo”.

O Rei do Congo está para os Pretos Velhos Quimbandeiros, assim como Pantera Negra está para os Caboclos Quimbandeiros.
 Ou Preto Velho “Pai Cipriano” que faz lembrar aquelas questões relativas ao “Livro de São Cipriano”.
 O livro de São Cipriano é considerado um livro de magia negra, mas no livro de São Cipriano a primeira coisa que você lê é a história de São Cipriano e a história de São Cipriano é linda, é uma história que conta que antes ele praticava magia negra, o Cipriano, mas em algum momento ele tentou pela magia negra converter uma Cristã e convencê-la por meio da magia a se casar com alguém, é aquilo que hoje se chama trabalho de amarração.

Talvez, na Quimbanda, se trabalhe com alguns Exus que apareciam muito na Umbanda do passado e que hoje não aparecem muito nos Terreiros de Umbanda como: Exu Gargalhada, Exu do Pó, Exu do Ouro, que são Exus que militam na religião de Umbanda, mas que há trabalhos voltados especificamente para a Esquerda, um trabalho voltado só para a Esquerda pode ser considerado, sim, um trabalho de Quimbanda com “Q”, desde que, não se confunda com magia negra.

Isto é a Kimbanda Africana, a Quimbanda da Umbanda e a Quimbanda sincretizada com a magia negra Europeia.
Logo podemos considerar que há algo da Quimbanda que faz parte da Umbanda, mas Umbanda não é Quimbanda, não se resume em Quimbanda. Mas, temos sim, a nossa Esquerda como trabalhadores que podem ser chamados e considerados: Exu e Pomba Gira trabalhadores de Quimbanda, no bom e nobre sentido da palavra.

Annapon
19.11.2014

(Texto baseado no Curso de Teologia de Umbanda Sagrada – Desenvolvido por Rubens Saraceni – Ministrado por Alexandre Cumino)