quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Terreiro de Jauá

Religiões afro-brasileiras
Terreiro do Jaua.jpg
Terreiro de Jauá
Manso Kilembekueta Lemba Furaman
Terreiro de Jauá, ou Manso Kilembekueta Lemba Furaman, localiza-se em Abrantes, Camaçari, no estado da Bahia, no Brasil.
É um terreiro de candomblé Bantu, da nação Angola-Muxicongo, e encontra-se tombado pelo Instituto Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) desde 11 de Novembro de 2006.

História[editar | editar código-fonte]

O terreiro foi fundado em 1967 no Rio de Janeiro por Laércio Messias Sacramento, o Tata Laércio de Lemba.[2] Em 1990, Laércio foi a Salvador para cumprir uma obrigação religiosa no Terreiro Bate Folha e acabou ficando na capital. Três anos depois, transferiu o terreiro para Jauá. Desde então mais de cem pessoas já foram iniciadas no local.
O nome do terreiro, Manso Kilembekweta Lemba Furaman, dá a dimensão do trabalho desenvolvido ali. Manso significa casas, Kilembekweta quer dizer sombras e Lemba Furaman é o nome do inquice (forças da natureza cultuadas pelos adeptos, nesse caso o da fecundidade). O candomblé de Jauá ocupa um espaço de 15 mil metros quadrados, com vegetação nativa e árvores sagradas africanas, como o baobá, além de uma lagoa de animais silvestres, como patosgansos e pássaros da região.
O terreiro participa de projetos de cunho ambiental. Um exemplo é o Família Artesão, que ensina a cerca de 20 moradores da região a produção de artesanato com cipós da região.
Candomblé

Princípios básicos



Religiões semelhantes
Religiões Africanas | Abakuá
Arará | Lukumí | Obeah
Palo | Regla de Ocha | Santeria


Outro é o Roupas de Sinhá, um projeto que beneficia cerca de 30 pessoas, entre costureiras e bordadeiras, no qual se confeccionam panos da costa e indumentárias para os Minkisis e para os filhos-de-santo da casa.
Há ainda serviços prestados para inclusão social e educação voltada para a manutenção, como ensino do quimbundo para serviços religiosos pelo Centro de Estudo e Pesquisa da Tradição da Origem Bantu, instalado no terreiro.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Entrada do Terreiro de Jauá, candomblé nação Angola-Muxicongo em CamaçariBahia.
O Manso Kilembekweta Lembafuraman, assim como as casas de culto pertencentes ao Candomblé, realizam um 'culto à natureza', onde elementos naturais como árvorespedras e lagos se transformam em epifanias divinas, e reporta-se aos inquices; acentua a relação intensa entre o homem e a natureza e sacraliza o espaço físico cotidiano, dando-lhe novos significados e modificando a percepção dos seus praticantes. A casa corresponde a um modelo ideal de configuração espacial de terreiros, permitido pela qualidade ambiental da área onde se encontra instalado aliado a sua dimensão, portando ecossistema aquático e terrestre no seu interior. Os assentamentos encontram-se distribuídos de acordo com uma lógica inerente a prática religiosa da nação angola, onde encontramos em seqüência.
Os assentamentos de Nzila ao lado dos Caboclos; seguidos por IncoceCatendêAngorô e Caviungo; próximo a lagoa onde é cultuado Luenji pelo reflexo do assentamento na água; a direita ficam os sacrários de QuitemboLuango e Mutalumbô.
A construção principal, onde se encontra O Barracão possuí os santuários de BamburucemaDandalundaLemba e Zaze, além do sacrário principal, de Lemba Furaman. Protegidos visualmente por uma cerca de nativos, fica a área do Umbakisi, espaço reservado a ritos iniciáticos específicos. A seguir encontra-se a casa de Ankita, de Vumbe, do Inkisi Nkondi, e Mbanza de Nzilas.
A área possui uma relação bastante equilibrada entre urbanização e preservação de ambientes naturais, condição fundamental para a manutenção do culto, onde se busca a manutenção de toda a flora necessária nos seus rituais.
Assim, o sítio que representa o Manso Kilembekweta Lembafurama corresponde a um modelo de estabelecimento característico da religião afro-brasileira, onde os elementos da natureza são considerados sagrados, tornando-se, portanto, parte inseparável do conjunto construído correspondente à estrutura definitiva da configuração espacial dos terreiros. Nestes modelos de estabelecimento, por razões de culto, sempre se busca manter (idealmente) no seu âmbito um trecho de "mato" e quando possível um manancial conservado e outros elementos naturais, determinados por sua cosmovisão.

Terreiro de São Jorge Filho da Goméia

Terreiro de São Jorge Filho da Goméia
Tipoterreiro de candomblé
Geografia
Coordenadas12° 51' 55.188" S 38° 18' 7.452" O
LocalidadePortão
LocalizaçãoLauro de Freitas
PaísBrasil
Terreiro São Jorge Filho da Goméia ou Terreiro do Portão localizado em Lauro de FreitasBahia. Tombado pelo IPAC em 15 de abril de 2004. Foi fundado por Mãe Mirinha do Portão em 1948, é de de origem congo-angola. Após o falecimento de Mãe Mirinha em 1989, assumiu o posto Valdete dos Santos, sobrinha de Mãe Mirinha e filha de santo. Com o afastamento dela, assumiu então Mameto Kamurici, Maria Lúcia Neves, neta de Mãe Mirinha e atual responsável pelo Terreiro.
O terreiro está localizado na Rua Queira Deus, 78 - Portão, Lauro de Freitas - BA, 42700-00. Possui um museu comunitário que tem uma exposição permanente sobre a história da casa e legado de Mãe Mirinha e apresenta exposições temporárias, além de receber visitantes de todas as partes do mundo. Ainda no espaço do terreiro há uma tecelagem que produz Alaká, uma oficina de costura e uma biblioteca. Através da Associação Filhos da Goméia, o terreiro realiza atividades culturais e educacionais durante todo o ano.

Terreiro do Bate Folha

Terreiro do Bate Folha
Tipoterreiro de candomblépatrimônio histórico
Inauguração1916 (103 anos)
Geografia
Coordenadas12° 56' 13.7832" S 38° 27' 58.2253" O
LocalizaçãoSalvador
PaísBrasil
Terreiro Bate FolhaMansu Banduquenqué[1][2], ou Sociedade Beneficente Santa Bárbara do Bate Folha, é um terreiro de candomblé localizado em SalvadorBahia. Foi fundado em 1916 pelo Tata Manoel Bernardino da Paixão e é atualmente presidido por Tata Muguanxi, Cícero Rodrigues Franco Lima. O terreiro possui a maior área urbana remanescente da Mata Atlântica, aproximadamente 15,5 hectares. Foi tombado pelo IPHAN em 10 de outubro de 2003.

Origem do Bate Folha da Bahia[editar | editar código-fonte]

No ano de 1881SalvadorBahia, nasceu Manoel Bernardino da Paixão. Quando já contava 38 anos de idade, Bernardino foi iniciado nas tradições do Congo pelo Muxikongo (designação dos naturais do Kongo), Manoel Nkosi, sacerdote iniciado na África, recebendo então, a dijína de Ampumandezu.
Depois da morte de Manoel Nkosi, Bernardino transferiu-se para a casa de sua amiga inseparável Maria Genoveva do Bonfim - Tuhenda diá Nzambi, mais conhecida como Maria Nenem, mãe do Angola na Bahia.
Maria Nenem era filha de santo de Roberto Barros Reis, escravo angolano, de propriedade da família Barros Reis, que lhe emprestou o nome pelo qual era conhecido.
A obrigação à qual Bernardino se submeteu em 13 de junho de 1910, coincidiu com a iniciação de Manoel Ciriáco de Jesus, nascido em 8 de agosto de 1892, também na Bahia, o que ocasionou a ligação estabelecida entre Bernardino e Ciriáco que, anos mais tarde, com o falecimento de seu irmão de santo mais velho, Manoel Kambambi, que na época tinha casa aberta na Bahia, Ciriáco sucedeu kambambi, no terreiro que hoje é conhecido por Tumba Junsara.
Com o passar do tempo, Bernardino já muito famoso, fundou o Candomblé Bate-Folha, situado na Mata Escura do Retiro, em Salvador, Bahia. O terreno onde está estabelecido o Candomblé, na Travessa de São Jorge, 65, é cercado de árvores centenárias e considerado o maior terreiro do Brasil que, na época, foi presenteado à Bamburusema, seu segundo mukixi, já que o primeiro era Lemba.
Desta forma fica claro que, pelas origens de Manoel Nkosi, o Bate-Folha é Congo e, mantém o Angola, por parte de Maria Nenem.
Foi no dia 4 de dezembro de 1929 que Bernardino tirou seu primeiro barco, cujo Rianga (1º Filho da casa) foi João Correia de Mello, que também era de Lemba.

Raíz do Bate Folha da Bahia[editar | editar código-fonte]

  • Inzo jidanji Kupapa Nsaba(Casa raiz de, cabana espirita umbandista caboclo flecha dourada, raiz ,Mansu Banduquenqué,Terreiro Bate Folha, salvador bahia) - Henrique Perret Neto- tata Kitulanje iniciado por Nengua kitula.
  • Manoel Nkosi - Nação Congo
  • Maria Nenem - Nação Angola
  • Manoel Bernardino da Paixão - 1916-
  • Tata Mulandure -
  • Samba Diamongo (Edith Apolinária de Santana)- até 1979

O Bate-Folha do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1930, João Correia de Mello, já então conhecido como João Lessengue (Lesenge), mudou-se para o Rio de Janeiro.
Ao chegar, Lesenge foi morar na Rua Navarro, no Catumbi, havendo trazido em sua companhia alguns irmãos de santo, dentre os quais, se destaca por sua atuação Mãe Ngukui, componente do terceiro barco de Bernardino.
Ngukui seria então o braço direito de Joao Lessengue na sua nova empreitada no Rio de Janeiro. Aqui, João Lessengue conheceu outras pessoas de santo em sua maioria oriunda da Bahia, passando então a participar dos rituais das diversas casas de candomblé já existentes na cidade.
Diversas personalidades importantes do candomblé faziam parte de seu círculo de amizades, como Ebomi Dila, Mãe Agripina do Opo Afonjá, Mãe TetéMãe Bida de Iemanjá, Joana Cruz, Joana Obasi, Mãe Andreza, Guiomar de Ogun, Mãe Damiana, Tata Fomotinho, Vicente Bankolê, Ciriáco, América, Adalgisa, Marieta, Tia Marota, Obaladê, Nair de Oxalá, Marina de Ossãin, Nino de Ogun, Mundinho de Formigas, Otávio da Ilha Amarela, Ogan Caboclo, Álvaro do Pé-Grande, Mãe Teodora de Yemanjá, etc.
No início dos anos 40, Lesenge comprou um terreno com aproximadamente 5.000 metros quadrados, no bairro Anchieta, fundando ali, o Bate-Folha do Rio de Janeiro.
Ao longo dos anos João Lessengue tirou doze barcos, sendo o primeiro em 26 de novembro de 1944, e o último em 8 de novembro de 1969.
No dia 29 de setembro de 1970, às 23:40hs., morre João Lesenge, o senhor do Bonfim de Anchieta.
Após o falecimento de Tata Lesenge em 1970, a roça atravessou um prolongado luto.
Foi somente em 1972, em ocasião de Luvalu (cerimônia de sucessão), que o Bate-Folha do Rio de janeiro reabriu, sendo ali investida no cargo como Mam´etu riá Nkisi (sacerdote chefe), sua sobrinha e filha de santo, Mabeji - Floripes Correia da Silva Gomes, tornando-se, herdeira de seu tio Lesenge em todo o sentido da palavra.
Mam´etu Mabeji, baiana do bairro da Liberdade, chegou ao Rio de Janeiro para residir com o Sr. João Lesenge em 19 de outubro de 1946 e, iniciou-se no candomblé em 20 de abril de 1947. A partir desta data, Mabeji começa a fazer parte da história do Bate-Folha.
Por volta dos anos 50, em companhia de um índio Irapuru, chega ao Bate-Folha o Sr. José Milagres.
Com o passar do tempo, Milagres casa-se com Mabeji e posteriormente, se confirma na casa como Pokó (sacrificador de animais) passando então a ser conhecido como Tata Nguzu-a-Nzambi, sua dijina. Dai em diante, Tata Nguzu tem sido um guerreiro incansável na preservação da roça em Anchieta.
Em virtude da grande obra que está sendo feita, o Bate-Folha não vem proporcionando ao público suas maravilhosas festas, realizando apenas, às obrigações internas. Ressaltando, para que fique explícito às muitas pessoas que, por não terem mais notícias das famosas festas em Anchieta, comentam que o Bate-Folha acabou.
Ressaltando ainda, que em abril do ano de (1997), o bate-Folha reabriu suas portas para a grande festa do século, ocasião em que foi comemorado os 50 anos de santo de Mam´etu Mabeji, mãe do Kongo/Angola no Rio de Janeiro.
  • A direção do Painel Cultural parabeniza antecipadamente Mam´etu Mabeji pela dedicação de 50 anos de religiosidade, como também, parabeniza tata Nguzu-a-Nzambi que, ao lado de sua esposa, vem mantendo a autêntica tradição Kongo-Angola, legada por aqueles que se foram. Que Lemba e Nsumbo nos dêem força!
  • Terreiro Bate Folha continua hoje sob a direção de Mam'etu Mabeji.
  • Em 2005, o Bate Folha lançou um cd, chamado Cantigas de Angola, produzido pela Fundação Universidade de Brasília e pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), com o apoio do Museu da República e da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura.

Sacerdotes do Terreiro Bate-Folha no Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

  • Tat'etu Lesenge (João Correia de Mello)
  • Mam´etu Mabeji - até a presente data

Terreiro Mokambo

Terreiro Mokambo (Onzó Nguzo Za Nkisi Dandalunda ye Tempo, "Casa da Força Espiritual das Divindades Dandalunda e Tempo") é um terreiro de candomblé bantu localizado na Rua Neide Carneiro, Vila Dois de Julho, SalvadorBahia.[1] Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em 2006.[2]
Tata Anselmo Santos, cuja dijina é Minatojy, foi iniciado ao inquice Dandalunda tendo como segundo inquice Quitembo no dia 16 de agosto de 1975. Desde cedo começou a perceber que tinha uma missão na religião do Candomblé, só não sabia qual a missão e quando começaria a executá-la.
Durante 20 anos o inquice Dandalunda permitiu que o Taata Anselmo tivesse uma vida civil normal como todo mundo. Ele estudou formando-se Bacharel no curso de Secretariado Executivo da Universidade Católica do Salvador e dirigiu sua vida profissional para a área de comunicação, desenvolvendo diversas atividades nas emissoras de Televisão locais firmando-se profissionalmente como Produtor Executivo.
O dia 18 de fevereiro de 1989 foi significativo para o Taata Anselmo, nesta data faleceu sua Zeladora de Nkisi Mameto Mirinha de Portão (Altanira Maria Conceição Souza) e deste dia em diante sua vida jamais foi a mesma.
Foi um processo longo e difícil a aceitação do Sacerdócio, pois exige muita disposição, abnegação e dedicação exclusiva para que se possa cuidar dos Bakisi de forma séria e correta, dentro do processo Tradicional que se representa.

História[editar | editar código-fonte]

No início da década de noventa começa uma grande movimentação para a fundação do terreiro que seria de responsabilidade de Tata Anselmo. Aconteceram três doações de terrenos para a construção do terreiro, porém, Dandalunda rejeitou todas. Precisamente no dia 2 de Julho de 1993 foi fundada a Associação Beneficente Pena Dourada, em homenagem ao caboclo Pena Dourada (Encantado que acompanha o Tata Anselmo) com a finalidade de nortear os trabalhos de fundação, execução, manutenção e funcionamento do Terreiro.
Foi comprado um pequeno lote no Loteamento Vila Dois de Julho e foram desenvolvendo os trabalhos sociais e religiosos dentro da medida do possível, até que no dia 18 de janeiro de 1996, pelas mãos do Tata Kamukenge do Tata Anselmo, Sr.Gervásio da Silva (Pai Zequinha), o Tata Pokó do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, de Mãe Mirinha de Portão, servindo ao inquice Mutalombô, foi fundado o Terreiro Mokambo – Onzó Nguzo za Nkizi Dandalunda Ye Tempo.
A partir daí começaram definitivamente os trabalhos religiosos e hoje o Terreiro conta com um número significativo de seguidores fixos e de amigos do Terreiro que unidos buscam recursos para a manutenção do mesmo que conta com mais de 1200 m² de área construída e um remanescente de Mata Atlântica que está sendo alvo de Reconhecimento como Área de Proteção Constante.
Depois do Terreiro construído e de estar em plena atividade religiosa, foi descoberto que existe a possibilidade da área do Terreiro ser remanescente de Quilombo, pois o Terreiro está numa área de desmembramento de uma fazenda chamada Fazenda Mokambo que em Kikongo quer dizer casebre, palafita ou cumeeira, logo ficou estabelecida a ligação da energia existente no local com o Terreiro que sem dúvida é um local aprazível e detentor de uma energia positiva que salta aos olhos dos visitantes e seguidores do Terreiro.

Linhagem[editar | editar código-fonte]

Como se pode observar, esta na quarta geração de manutenção da Tradição Bantu, muito embora tenham passado por diversas alterações no decorrer dos anos, hoje o trabalho é tentar resgatar inúmeros elementos da cultura bantu esquecidos ou que tenham suas práticas abandonadas, com o entendimento de que nunca haverá Candomblé puro, pois com o advento da escravidão todas as etnias africanas irmanaram-se e trocaram informações entre si tão concisas que nada mais será capaz de mudar esta realidade.

Terreiro Tumba Junçara

Terreiro Tumba Junçara
Tipoterreiro de candomblé
Inauguração1919 (100 anos)
Website oficial
Geografia
Coordenadas12° 59' 31.3404" S 38° 30' 8.9413" O
LogradouroLadeira Vila Colombina, 30 - Engenho Velho de Brotas CEP 40243-370
LocalizaçãoSalvador
PaísBrasil
Tumba Junsara[1][2] ou Junçara[3] foi fundado em 1919 em Acupe[4], na Rua Campo Grande, Santo Amaro da PurificaçãoBahia, por dois irmãos de esteira cujos nomes eram: Manoel Rodrigues do Nascimento (dijina: Kambambe) e Manoel Ciriaco de Jesus (dijina: Ludyamungongo), ambos iniciados em 13 de junho de 1910 por Maria Genoveva do Bonfim, mais conhecida como Maria Nenem (Mam'etu Tuenda UnZambi, sua dijina), que era Mam'etu Riá N'Kisi do Terreiro Tumbensi, casa de Angola mais antiga da Bahia. Kambambe e Ludyamungongo tiveram Sinhá Badá como mãe-pequena e Tio Joaquim como pai-pequeno.
Tumba Junçara foi transferido para Pitanga, no mesmo município, e depois para o Beiru. Após algum tempo, foi novamente transferido, para a Ladeira do Pepino nº 70, e finalmente para Ladeira da Vila América, nº 2, Travessa nº 30, Avenida Vasco da Gama (que hoje se chama Vila Colombina) nº 30 - Vasco da Gama, SalvadorBahia.
Na época da fundação, os dois irmãos de esteira receberam de Sinhá Maria Nenem os cargos de Tata Kimbanda Kambambe e Tata Ludyamungongo. Manoel Ciriaco de Jesus fez muitas lideranças de várias casas, como Emiliana do Terreiro do BogumMãe Menininha do GantoisIlê Babá Agboulá (Amoreiras), onde obteve cargos. Tata Nlundi ia Mungongo teve como seu primeiro filho de santo (rianga) Ricardino, cuja dijina era Angorense.
No primeiro barco (recolhimento) de Tata Nlundi ia Mungongo, foram iniciados 06 azenza (plural de muzenza). Em sendo o seu primeiro barco, ele chamou o pessoal do Bogum para ajudar. Os 03 primeiros azenza do barco foram iniciados segundo os fundamentos do Bogun: Angorense (Mukisi Hongolo), Nanansi (Mukisi Nzumba) e Jijau (Mukisi Kavungu), os 03 outros azenza foram iniciados segundo os fundamentos do Tumba Junçara.
No Rio de Janeiro, fundou, com o Sr. Deoclecio (dijina: Luemim), uma casa de culto em Vilar dos Teles (não se sabe a data da fundação nem a relação de pessoas iniciadas). Dentre as pessoas iniciadas, ainda existe, na Rua do Carmo, 34, Vilar dos Teles, uma delas, Tata Talagy, Kawaeje em Brasilia-DF-, Katendewe e Vulaiô em BHte.MG e outros, filhos de Sr. Deoclecio
Com a morte de Manoel Rodrigues do Nascimento (Kambambe), que assumira sozinho a direção do Tumba JunçaraManoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo) assumiu a direção até sua morte, a qual ocorreu em 4 de fevereiro de 1965.
Com a morte de Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo), assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Maria José de Jesus (Deré Lubidí), que foi responsável pelo ritual denominado Ntambi[5] de Ciriaco, juntamente com o sr. Narciso Oliveira (Tata Senzala) e o sr. Nilton Marofá.
Deré Lubidí era Mam'etu Riá N'Kisi do Ntumbensara, hoje situado à Rua Alto do Genipapeiro - Plataforma, SalvadorBahia, e de responsabilidade do sr. Antonio Messias (Kajaungongo).
Em 13 de dezembro de 1965, após o ritual de Ntambi, Maria José de Jesus (Deré Lubidí) passa a direção do Ntumbensara para Benedito Duarte (Tata Nzambangô) e Gregório da Cruz (Tata Lemboracimbe), e em ato secreto é empossada Mam'etu Riá N'Kisi do Tumba Junçara.
Maria José de Jesus (Deré Lubidí), em 1924 recebeu o cargo de Kota Kamukenge do Tumba Junçara, e em 1932, o cargo de Mam'etu Riá N'Kisi. Em 1953 fundou o Ntumbensara, na Rua José Pititinga nº 10 - Cosme de FariasSalvadorBahia, que em 18 de outubro de 1964 foi transferido para o Alto do Genipapeiro.
Com o falecimento de Deré Lubidí, assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Iraildes Maria da Cunha (Mesoeji), nascida aos 26 de junho de 1953 e iniciada em 15 de novembro de 1953, permanecendo no cargo até o presente momento.
Esta é uma síntese do histórico do Tumba Junçara, com agradecimento especial a Esmeraldo Emeterio de Santana Filho, "Tata Zingue Lunbondo", pelo referente histórico, e também a "Tata Quandiamdembu", Esmeraldo Emetério de Santana, o Sr. Benzinho, pois sem sua colaboração não poderíamos ter chegado a tais fatos.

Terreiro Tumbensi

Raiz do Tumbensi ou Itumbensi é uma casa de Angola considerada como a mais antiga da Bahia, fundada por Roberto Barros Reis, (Tata Kimbanda Kinunga sua dijína) por volta de 1850, era um escravo angolano, de propriedade da família Barros Reis, que lhe emprestou o nome pelo qual era conhecido.[1]
Após seu falecimento a Inzo (casa) passou a ser comandada por Maria Genoveva do Bonfim, mais conhecida como Maria Nenem[2][3] Mam'etu (Tuenda UnZambi sua dijína), era gaúcha, filha de Kavungo e foi considerada a mais importante sacerdotisa do candomblé de Angola, a mãe do angola na Bahia. Ela assumiu este cargo por volta dos anos 1909, falecendo em 1945.[carece de fontes]
Iniciados em 13 de junho de 1910, Manoel Rodrigues do Nascimento (Kambambe sua dijina) e Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo sua dijina) tiveran Sinhá Badá de Oxalá como mãe pequena e Tio Joaquim como pai pequeno. Em 1919 fundaram o Terreiro Tumba Junçara.[carece de fontes]
Maria Nenem, acolheu Francelina Evangelista dos Santos (Mametu Dialumbidí – Dona Miúda) para ser iniciada em sua Inzo (casa). Filha de Dandalunda, após receber seu cargo fundou o Terreiro Viva Deus situado na estrada das Barreiras,1233, Salvador, Bahia. Também recolheu Leocádia Maria dos Santos (Mametu Ujittú) filha de Kingongo, que fundou o Terreiro Viva Deus Filho, na Fazenda Grande, que depois mudou para Engomadeira, hoje quem zela pela Inzô Viva Deus Filho é Mãe Toinha (Mametu Kixima).[carece de fontes]
O Tumbensi deu origem a inúmeras casas, entre elas o Unzó Matamba Tombenci Neto, em Ilhéus, Bahia e o Ombala Tumbansi Tua Nzambi Ngana Kavungu, dirigido e organizado pelo Ungombo Katuvanjesi - Walmir Damasceno em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo