segunda-feira, 5 de agosto de 2019

FORTALEZAS DE SOCORRO NO UMBRAL

É comum encontrar em planos inferiores como no Umbral uma casa de socorro, uma espécie de hospital ou pronto-socorro espiritual. Tais construções astrais foram descritas em vários livros espíritas, temos um exemplo muito bem relatado no livro “Aruanda”, escrito pelo médium Robson Pinheiro e ditado pelo espírito de Ângelo Inácio.
Nesta passagem, o espírito Ângelo descreve um pouco da sua aparência e do funcionamento interno de um desses locais:
“Aproximamo-nos de uma soberba construção. Erguia-se diante de nós extensas muralhas, que se assemelhavam às de antigos castelos medievais. Dentro daquelas paredes imponentes, avistavam-se torres muito altas e prédios inteiros que desafiavam o ambiente sombrio, abrindo luz ao redor era como se eles próprios fossem estruturados em luz astral. De fato, o material com que eram construídos parecia uma espécie de luz coagulada ou congelada, se assim posso me expressar. Toda a construção fluídica dava a impressão de irradiar uma suave luminosidade em seu derredor.”
Próximo às muralhas já podíamos avistar alguma vegetação rasteira, semelhante a pequenas heras e trepadeiras, que formavam caramanchões coloridos ao redor da fortaleza. Ensaiei alguma surpresa ao ver a soberba edificação do lado de cá da vida. O preto-velho acudiu-me, esclarecendo logo:
— Aqui, nesta região de vibrações mais densas, temos refúgios de paz. Funcionam como verdadeiros hospitais-escola. Ao mesmo tempo em que são utilizados para refúgio e auxílio das almas doentes, necessitadas de socorro imediato, existem postos de socorro que atuam igualmente como campo abençoado de trabalho para aqueles espíritos que já despertaram para a espiritualidade.
A aparência da construção fluídica impressionava-me. Perguntei-me por que tanta imponência na construção espiritual, se a finalidade era apenas abrigar e socorrer as almas em sofrimento. Dessa vez foi Wallace que, tocando-me de leve, asseverou:
— Cada caso é um caso, Ângelo. Você não ignora que se encontram aqui irmãos nossos distanciados do bem imortal. Estas regiões do mundo espiritual são habitadas por companheiros nossos que estão em intenso desequilíbrio. Precisamos impor respeito a essas almas dementadas e, frequentemente, maldosas. Para isso, a aparência de fortaleza espiritual cumpre seu objetivo, além de proporcionar uma imagem de segurança para os que se sentem amedrontados.
— Mas não é só isso. Vez ou outra este abençoado oásis de socorro e paz é atacado por espíritos vândalos, que tentam a todo custo impedir que a tarefa seja levada a efeito. As muralhas que você observa, semelhantes às edificações terrestres da era medieval, atuam como escudo energético: além de proteger e resguardar o posto de socorro, isolam o ambiente interior das irradiações mentais negativas dos companheiros mais desajustados, na região externa.
Grandes portões se abriram, e pudemos observar com antecedência a intensa movimentação em seu interior. Por dentro das muralhas pude observar com mais detalhes os grandes edifícios que se erguiam, cheios de vida e com intensa atividade.
Adentramos algo semelhante a um pavilhão, onde pude ver mais de mil leitos, como uma enfermaria. Diversos espíritos, que aparentavam graves enfermidades, estavam estendidos sobre as camas e eram assistidos por outros companheiros, que lhes ministravam medicamentos.
Enquanto isso, eu observava o que ocorria ao redor. Espíritos dementados, desequilibrados e que apresentavam visível sofrimento estavam deitados por todo lado. O ambiente parecia-se muito com um hospital da Terra. Era como uma enfermaria de proporções gigantescas.
— Aqui se encontram alojados muitos espíritos que se especializaram na magia negra. Resgatados das regiões infelizes, foram para cá transferidos a fim de receber tratamento emergencial. Estagiaram por tanto tempo nas vibrações grosseiras e perniciosas que suas mentes afetaram-se seriamente, comprometendo seu presente estágio evolutivo.
— Você falou magia negra? — perguntei ao preto-velho.
— Exato, Ângelo. Ou você ignora que todos utilizamos dos recursos da natureza, colocados à nossa disposição pela divina sabedoria, de acordo com a ética que nos é peculiar? À manipulação desses recursos mentais, fluídicos, verbais ou energéticos é que denominamos magia. E, quando alguém se utiliza de maneira desequilibrada ou maldosa do depositário de forças sublimes, dizemos então que se concretiza a magia negra. São companheiros que se especializaram no mal, e pelo mal.
Fonte: Livro Aruanda de Robson Pinheiro

APARÊNCIA MODIFICADA DOS ESPÍRITOS

Na obra intitulada Aruanda, escrita por Robson Pinheiro através do espírito de Ângelo Inácio, houve uma oportunidade de trabalho espiritual num lugar em que o espírito de Ângelo não era muito bem conceituado. Naquele trabalho participaram também o espírito de Euzália, Silva e Wallace, que já conheciam bem a natureza do trabalho que estavam prestes a fazer.
Os espíritos teriam que fazer uma série de modificações para que pudessem se harmonizar com o serviço. O motivo não era somente pelo trabalho, mas por ser na crosta terrestre, morada dos homens, cuja atmosfera é muito densa. Entre as modificações estava a mudança da faixa vibratória. Ângelo descreve o porquê da necessidade dessa mudança de faixa vibracional:
“O plano astral é caracterizado por uma espécie muito densa de fluidos ambientes, produto da atmosfera psíquica que lhe dá origem, povoado de formas e criações mentais repletas do conteúdo emocional de nossos irmãos encarnados. Por ser área de transição, encontra-se mergulhado num oceano de vibrações que podemos classificar como inferiores.
Os elementos que constituem essa região são, em essência, a fuligem emanada dos pensamentos desgovernados e a carga emocional tóxica que envolve encarnados e desencarnados em estágios mais primitivos ou
acanhados de desenvolvimento espiritual, bem como as criações mentais de magos e cientistas das trevas. Junta-se a tudo isso, ainda, a contribuição triste da paisagem que se observa nestas regiões sombrias do mundo astral.”
Mas antes de adentrar na morada humana, na crosta terrestre algumas outras modificações deveriam ser feitas além da mudança de faixa vibracional. Dessa vez, Ângelo comenta sobre a mudança na aparência perispiritual, que nesse caso ocorreu num posto de socorro espiritual, localizado numa zona de transição:
“(…) São albergues, prontos-socorros, casas de transição e comunidades inteiras de espíritos benfeitores que sobrevivem em meio ao ambiente insalubre da natureza astral, trabalhando para resgatar almas, esclarecer consciências e prestar socorro a milhares de espíritos despreparados para a vida superior. São agrupamentos de almas valorosas, que constroem tais abrigos provisórios e os mantêm pela força do pensamento elevado e do sentimento de solidariedade em relação aos espíritos sofredores.
Nossa pequena caravana se dirigia a um desses postos de socorro abençoados, antes de penetrarmos a morada dos homens. Aquela altura atingíamos uma região de difícil locomoção, devido ao intenso nevoeiro e à ventania, que parecia querer destruir tudo ao redor.
Ouvimos vozes, sussurros e ruídos estranhos, que, aos poucos, foram se avolumando por todos os lados. Confesso que fiquei ligeiramente apreensivo ao passar pela região, mas o olhar firme e confiante de Euzália e do companheiro Silva me inspirou confiança para prosseguir. O silêncio em nossa caravana foi quebrado por Euzália:
— Paremos por um momento, a fim de trocar de vestes.
Reagi com espanto diante do que ouvia. Então, deveríamos mudar nossos trajes? O que significava isso? Euzália, circunspecta, esclareceu:
— Deste ponto em diante, penetramos numa região dominada por espíritos infelizes, trevosos e totalmente dominados pelo mal e os habitantes desta morada astral não podem nos reconhecer com a aparência perispiritual em que nos encontramos. Por isso, precisamos modificar nossa vibração e imprimir outra aparência a nossos corpos espirituais.
Enquanto explicava, Euzália e Silva puseram-se a concentrar seus pensamentos. Imediatamente os soldados ou guardiões levantaram suas lanças, à semelhança de dardos de energia, e formaram em torno de nós uma espécie de escudo protetor. No ambiente inóspito em que nos encontrávamos esse era um comportamento necessário, devido aos elementos psíquicos desgovernados e desequilibrados que nos envolviam.
Primeiramente, vi transformarem-se diante de mim as vestes suaves e translúcidas de Euzália. Pouco a pouco, seu vestido assumiu aspecto mais simples; então, completamente diferente, assemelhava-se à vestimenta própria das mulheres das senzalas, segundo o costume de meados do século XVI. Euzália, no momento da transformação, parecia um ímã vivo.
Verdadeiras ondas de fluidos eram atraídos em sua direção, formando, em seu redor, uma espécie de campo magnético, que, de algum modo, materializava-se nos trajes com os quais Euzália se distinguia a
partir daquele momento. A seguir, foi a vez da aparência espiritual. Paulatinamente, as feições de Euzália transfiguravam-se, assumindo nova conformação.
A aparência clara, de tipo europeu, tomou as características de uma negra, sem perder, porém, a delicadeza no olhar e a simplicidade do espírito nobre. As rugas se fizeram notar, e os cabelos tornaram-se esbranquiçados. Já não era mais Euzália que estava diante de mim, mas Vovó Catarina, a preta-velha que eu conhecera no passado, numa tenda de Umbanda.
Virei-me, então, para nosso companheiro Silva, a tempo de presenciar, extasiado, a transformação que se operou em seu perispírito. Silva estava envolvido por uma luz peculiar, que dava a impressão de encobrir seu corpo espiritual; mal podia divisar a forma humana em meio à luminosidade que irradiava do companheiro. Eu tremia por dentro, tamanha a emoção que me dominava. Aos poucos a luminosidade diminuía, e pude perceber que Silva se transfigurava lentamente na figura de um homem de mais ou menos 70 anos de idade, barba e cabelos
brancos, vestido com traje muito simples.
Silva agora era um velho. O casal de anciãos era perfeito. Eram agora Vovó Catarina e o preto-velho no qual se transformara o amigo Silva, ambos trabalhadores ativos na seara do Mestre.
Foi ele quem, dirigindo-se a mim, deu explicações:
— Não se assuste, caro Ângelo, se eu e Euzália tivemos de assumir nova forma espiritual. Assim se faz necessário, a fim de que nos relacionemos melhor com outros espíritos que visitaremos. Não basta que os guardiões nos protejam de vibrações mais densas, é preciso que nós mesmos possamos assumir aparência comum aos olhos de nossos irmãos, para não insultá-los com nossa altivez. Precisamos todos compreender que, para falar com eles e os outros companheiros que têm afinidade com a magia, é necessário que tomemos
conformação compatível com a visão de nossos irmãos.
— Creio que Ângelo já está acostumado com nossa maneira de trabalhar — falou Vovó Catarina. — Mas, mesmo assim, meu amigo talvez tenha alguma dúvida, não é, Ângelo?
— Bem, só queria saber se eu também terei que me transformar num velho…
— Claro que não! — respondeu agora Catarina.
E, contendo o riso, talvez captando a imagem mental que fiz de mim mesmo, na figura de um ancião negro repórter, prosseguia:
— Ângelo, você é um espírito que se afiniza muito bem com o método educacional espírita, e não vejo razão para ser diferente. Nosso campo de trabalho é outro. Envolvemo-nos com companheiros que trazem uma lembrança atávica impressa em seu campo espiritual. Sua cultura, seus costumes e crenças, vividos ao longo de encarnações e encarnações, forçam-nos a falar uma linguagem diferente, para que sejamos compreendidos com clareza.
Contudo, a verdade que desejamos transmitir é a mesma, Ângelo. E não ignoramos de modo algum o sentido divino que existe na codificação espírita. Reconhecemos a natureza do Espiritismo e a verdade da revelação dada a Allan Kardec. Em essência, ensinamos a mesma coisa, pontificamos a mesma verdade: nosso alvo é que é diferente, nosso público é outro. Por isso julgamos necessário nos apresentar dessa forma e falar nessa linguagem mais simples, popular. A meu ver, ao agir assim praticamos o método que herdamos do grande professor da Galileia: a pescadores, falar sobre pesca e marés; a cobradores de impostos, referir-se a moedas e talentos. Isto é: a cada um, a mesma verdade, adaptada, porém, a seu entendimento, sua cultura e sua maneira de ver a vida.
— A Umbanda, Ângelo, é uma religião de magia, e tudo nela tem um sentido mágico — disse o preto-velho. — Não que seja uma verdade diferente, não, mas a metodologia utilizada na Umbanda e bem distinta daquela utilizada no Espiritismo. Mesmo referindo-nos à mesma verdade, utilizamo-nos de vocabulário bastante diverso. Adotamos a aparência de um pai-velho ou de uma mãe-velha porque acreditamos ser mais afeita aos companheiros, aos espíritos aos quais nos dirigimos.
Wallace, que até então permanecera calado, conhecia sobejamente as questões em jogo, pois ele próprio provinha das lides espíritas. Foi quem afirmou, em seguida:
— Muitos espíritas parecem ter medo ou preconceito com relação a espíritos que se manifestam como pretos-velhos ou caboclos. Desconhecem, geralmente, a tarefa nobre que é desempenhada por espíritos muito esclarecidos, que, em muitas ocasiões, preferem assumir a aparência simples de entidades assim, tão presentes na cultura e na história do povo brasileiro.
— E, apesar de ser uma conclusão lógica, outra coisa deve ser dita — continuou Silva. — Não é apenas pelo fato de um espírito se apresentar como pai-velho ou caboclo que ele seja elevado ou esclarecido. O bom senso não nos deve deixar cometer um engano desses. E justamente nesse ponto muitos umbandistas acabam se equivocando. Sabemos de entidades maldosas que por anos e anos trabalham com médiuns imprevidentes, imprudentes ou ignorantes, dizendo ser Pai Fulano ou Pai Cicrano. Médiuns que, sem o hábito de estudar, tornam-se vítimas de processos obsessivos avançados, pois dão ouvido a qualquer espírito.
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, trouxe muita luz sobre esse aspecto intrincado do exercício da mediunidade. Pessoalmente, acredito que ele não escreveu somente para os espíritas, mas para todo aquele que se propõe entrar em contato com as verdades espirituais e com o intercâmbio mediúnico. Por essa razão, defendo que os umbandistas também se dediquem com mais afinco ao estudo, sem subestimar as explicações, os conselhos e as advertências que Allan Kardec trouxe em O LIVRO DOS MÉDIUNS.”
Fonte: Aruanda, Robson Pinheiro pelo espírito de Ângelo Inácio.

PINEAL – CORPO E ALMA

Freqüentemente,   a  glândula pineal surge como o centro de nosso relacionamento
com outras dimensões, e tem sido assim nas mais variadas correntes religiosas e místicas, há milhares de anos.
O mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal, ou epífise, é tida como a sede da alma. Para os praticantes do ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento.
O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.
Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e a alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec?
Para responder a estas e outras perguntas, a revista Espiritismo & Ciência conversou com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretor-presidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos ligados à mediunidade.
Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal Mind.
A AMESP é uma associação de utilidade pública que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a espiritualidade.
O Pineal Mind, é um instituto de saúde mental, onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebro-vasculares, ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool. Temos um setor de psicooncologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro, interessado em entender a relação entre corpo e espírito.
O que é psicobiofísica?
É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.
Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?
Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal. Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo.
O que é a glândula pineal, onde está localizada e qual a sua função no organismo?
A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno.
Como ela faz isso?
Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers, os elementos externos que regem as noções de tempo. Por exemplo, o Sol é um Zeitberger que influencia a pineal, regendo 0 ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa.
Agora, o tempo é uma região do espaço. A dimensão espaço-tempo é a quarta dimensão. Então, a glândula que te dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Faz sentido perguntarmos: “Será que a partir da quarta dimensão já existe vida espiritual?”
Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato.
Outros animais possuem a epífise? Ela está relacionada á consciência?
Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.
Esta glândula seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?
Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular.
Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção. Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.
A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos? Isso é comprovado cientificamente?
Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988. A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O Dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais.
As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido “visões” e sentiram presenças espirituais. O Dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas O que o senhor teria a dizer sob isso?
Veja: o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro pelo campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se.
A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe uma controvérsia no meio cientifico a esse respeito?
A mediunidade é um atributo biológico, acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa-se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual. Um hindu, um católico, um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões.
E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita.
Os cientistas materialistas que disserem “esta é minha opinião pessoal”, estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medicai Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal.
O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso.
Como são feitas as experiências em laboratório?
Existem dois tipos: um, que é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletro encefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.
As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva?
Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima, é feito o eletro encefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando. A reação não é proporcional à causa.
A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo – descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial. Como o senhor diferencia doença mental de mediunidade?
Na doença mental, o paciente não tem crítica da razão; no transe mediúnico, ele tem essa crítica. Quando o médium diz que incorporou tal entidade espiritual, mas que ele, médium, continua sendo determinada pessoa, ele usou a crítica, julgou racionalmente o que aconteceu.
Agora, um indivíduo que diz ser Napoleão Bonaparte?
Aí ele perdeu a crítica da razão. Essa é a diferença. O que não quer dizer que o indivíduo que esteja em psicose não possa estar em transe também.
A mediunidade se instala no indivíduo são, ou pode dar uma dimensão muito maior a uma doença?
A mediunidade sempre vai dar um efeito superlativo. Se a pessoa alimenta bons sentimentos, ela cresce. Se ela tem uma doença, aquela doença pode ficar fora de controle.
É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade?
Não, a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético.
Quando a pessoa tem muito desses cristais e seqüestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.
As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica?
A mediunidade na criança é diferente da de um adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em contato com o mundo espiritual.
A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos?
A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências dessa vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.
Em que se concentrarão seus próximos estudos?
Estou preparando um estudo sobre Cronogenética da Reencarnação.
Revista Espiritismo & Ciência Número 3 Páginas 22-27

OS CRISTAIS E SUAS PROPRIEDADES

Os cristais, desde as culturas antigas do mundo, eram usados para curar e equilibrar o ser humano. Na cultura antiga da Índia, Grécia e Egito, os cristais eram usados para energizar remédios e auxiliar na medicina, trazendo a cura para muitas pessoas. Os cristais são poderosas ferramentas que trazem o equilíbrio natural para as partes: físicas, psicológicas e espirituais. Eles representam o poder da natureza superior.

A energia que sai dos cristais, é uma composição dos elementos da natureza e dos raios vibracionais. Transmitem uma espécie de raio que é absorvido pelo corpo fisico. Esses raios absorvidos pelo corpo, desbloqueiam e alinham os chakras, que são os sete centros de energia que todos nós possuímos.

A Cristaloterapia harmoniza, equilibra e fortalece os corpos: físico, emocional, mental e o ambiente em que vivemos. O uso dos cristais e das pedras facilita a descoberta das causas dos distúrbios que geram o desequilíbrio.

As pedras desbloqueiam, liberam e reequilibram energias e emoções, aliviando sintomas negativos ou aflorando memórias e sensações importantes para o desenvolvimento pessoal. De cada cristal tira-se um proveito específico, mas no geral todos abrem os canais intuitivos, fortalecem, harmonizam e trazem amor para a vida de quem os utiliza.

O uso do cristal  vai restaurar todo e qualquer desequilíbrio devolvendo a harmonia entre o corpo, a mente e a emoção. Sugiro o uso em forma de pingente para estímulo através do TIMO, quando a inteligência do corpo busca a inteligência do cristal; ou sob a forma de água cristalina (escolha o cristal adequado para o seu momento, coloque-o em copo com água por 3 horas, no mínimo, beba todos os dias em jejum, ou faça uso constante por 21 dias).


QUARTZO ROSA
Efeitos para a Mente: O Quartzo Rosa impulsiona nossas necessidades interiores de fidelidade e amor, e harmoniza os desejos sexuais. Na parceria, proporciona forças animadoras para pensamentos criadores e fantasias. Na meditação, o Quartzo Rosa penetra, com suas oscilações delicadas, profundamente em nosso corpo. Ele nos proporciona amor, delicadeza e mais contentamento. Através  do Quartzo Rosa conseguimos o lenitivo do coração ferido emocionalmente e uma elevação de nossos sentimentos para um nível mais alto.
Indicações: Amor, amizade, acompanhamento do parto, sentimento de felicidade, amor ao próximo, delicadeza, comodidade, sensação de beleza, consolação, compreensão, confiança, sonhar acordado, sensação de bem-estar, desejos sexuais.


AMETISTA



Efeitos para o corpo: A ametista exerce efeito calmante sobre o coração e os nervos, melhorando a capacidade de concentração. É benéfica no caso de enxaquecas e pressões por “estresse”. Se colocada embaixo do travesseiro, proporciona sono calmo e protege contra pesadelos. A água da ametista cuida e protege a pele, e impede a queda do cabelo.
Efeitos para a mente:  A ametista faz com que seu portador possa fazer juízos corretos, favorece e fortalece verdadeiras amizades, ao mesmo que afasta falsos amigos. As ametistas difundem através de sua irradiação mais harmonia, senso de coesão familiar, calor e sensação de renascimento. Durante a meditação, ela transmite impulsos agradáveis a respeito da alegria de viver, de participação e solução de problemas. Ao mesmo tempo, ela transmite um alto grau de paz, alegria, calma e harmonia.

ÁGUA MARINHA
Efeitos para o Corpo: A Água-Marinha cura especialmente as moléstias das vias respiratórias, tais como asma, bronquite, moléstias dos pulmões, e também dores do pescoço e dos membros. Colocada embaixo do travesseiro. ela acalma os nervos e propicia um sono calmo, repousante.


Efeitos para a Mente: A Água-Marinha minora as depressões e fortalece a autoconsciência. Nos casos de Matrimônios e de parcerias, ela é uma pedra que torna mais profundos o amor e a fidelidade e também os fortalece em tempos difíceis. Na meditação, ela é muito apreciada e é considerada a pedra da clareza, penetrando de maneira muito regeneradora d rejuvenescedora na aura e na alma. Ela preenche a vida com mais sorte e entusiasmo.
QUARTZO BRANCO
Indicado para: Dores de cabeça, dores nas costas, olhos, juntas, equilíbrio, cabelos, pele, hormônios, ossos, pulmão, estômago, unhas, células, pressão sanguínea e circulação sanguínea.
Efeitos para a mente: Devido ao seu efeito neutralizante contra irradiações, o Cristal limpa os corpos, espíritos e almas, ligando-nos ás forças cósmicas do universo, proporcionando maior sensibilidade. O Cristal traz luz e, devido às suas flutuações harmônicas, faz com que todos os nossos chacras fiquem em ressonância positiva. Na meditação, ele nos abre o terceiro olho e estimula os centros nervosos de maneira muito energética.

ESMERALDA
Indicações: Dar animação, desenvolvimento da energia, fortalecimento da memória, dissolução  de hábitos, senso de beleza, senso de coragem, fidelidade, compreensão e harmonia.
Efeitos para a Mente: A Esmeralda dá ao seu portador equilíbrio interior e emocional. Exerce efeito muito rejuvenescedor sobre a pele e ajuda o seu portador a ter mais paz de espírito e “gosto de viver” .Tem poder conciliador na amizade, companheirismo e família. na meditação, é muito apropriada para “soltar” constrições e bloqueios de nossos nervos. Ela nos traz calma, paz harmonia e contribui para afastar receios.

PEDRA DA LUA  
Indicações: Menstruação, alterações hormonais, incômodos físicos e psíquicos, ovários, fertilidade, tumores, doenças das mamas, pele, baixo-ventre, climatério, desejo de engravidar, produção de leite.
Efeitos para a Mente - A Pedra da Lua penetra no mundo hormonal e afetivo feminino. A sua harmonização proporciona maior fertilidade e alegria de vida e estabelece uma estreita relação com a família. A Pedra da Lua tira o medo de cirurgias e do futuro. Proporciona alegria de vida, aparência juvenil e feminilidade desejável às mulheres até idade avançada. Na meditação, ela nos revela os nossos verdadeiros sentimentos, ilumina o mundo de nossas necessidades e harmoniza distúrbios psíquicos.
ÁGATA CORNALINA
Indicações: Pele, circulação sanguínea, efeito descontaminante, problemas digestivos, moléstias de intestino, rins, dores de fígado e baço.
Efeitos para a Mente: A cornalina é uma pedra de renovação que nos proporciona mais vitalidade e alegria de viver. As flutuações de suas ondas penetram muito curativamente sobre as moléstias da parte inferior do corpo e são uma boa precaução em casos de gravidez. Na meditação, fortalece as necessidades do coração e nos ajuda a tomar decisões corretas em casos de amor ou de amizade.
AVENTURINA
Indicações: Olhos, tecido conjuntivo, cabelos, pele, coração, unhas, células nervosas.
Efeitos para a Mente: A Aventurina minora perturbações psicossomáticas e medos. O efeito calmante sobre os nervos traz alegria e levanta a moral. Na meditação, ela é apreciada devido ao reconhecimento de bloqueios profundos e das perturbações psicossomáticas.

LÁPIS LAZULI

Indicações:  Sangue, coração, pulmão articulações, cérebro, cabelos, pescoço, laringe, tireóide, dores de cabeça, perturbações menstruais, irradiações de computadores. 
Efeitos Terapêuticos para a mente:  O lápis lazúli penetra em ondas muito profundas em nosso corpo, estimulando a necessidade de amor, parceria e amizade. Ajuda em casos de dissipação de bloqueios, receios e preconceitos, proporcionando mais autoconfiança. Na meditação, funciona de forma poderosa sobre o nosso terceiro olho e nos conduz rapidamente a uma maior profundidade do espírito, o que somente poucas pedras podem conseguir. O lápis lazúli é como uma luz em nossa alma, uma força pura que nos abre portões desconhecidos.
 
QUARTZO RUTILADO 

Indicações: Brônquios, cabelos, canais respiratórios, pulmões, estômago, células nervosas, manchas solares, diafragma, perturbações da auto-estima.
Efeitos para a Mente: O Quartzo Rutilado propicia bem-estar, harmonia e força para viver. As características protetores alertam contra forças malignas, mentira , e nos ajudam a melhor alcançar alguns dos nossos alvos. Na meditação, ele penetra muito bem através do plexo solar.



OLHO DE TIGRE
 Indicações: Doenças nervosas, inflamações dos nervos, mania de perseguição, efeitos terapêuticos sobre os ossos, reumatismo das juntas, lumbago, estabiliza troca dos tecidos, fortalece o fígado, minora problemas de asma, falta de ar, alergias, olhos, brônquios e plexo solar.
Efeitos para a Mente:  O Olho de Tigre dá mais segurança no trato de assuntos financeiros e protege contra fraudes. É difícil passar para trás as pessoas que trazem sobre o seu corpo um Olho de Tigre. O Olho de Tigre traz à pessoa que o porta mais calor familiar e equilíbrio.  Contribui para ordenação de nossos pensamentos e desejos, fortalecendo nossa autoconfiança e sensação de valor próprio.

HEMATITA
Indicações: Perturbações da menstruação, vitalidade, frescor, aparência juvenil, olhos, pernas, renovação do sangue, prisão de ventre, pés, articulações, pele, cabeça, fígado, baço.
 
Efeitos para a Mente: A Hematita constrói um escudo protetor sobre nós, permitindo-nos viver de maneira mais corajosa, sem dificuldades e com maior consciência  de nossas metas. Não permite que as influências negativas  penetrem em nós. A opressões da alma são minoradas. Ela nos oferece mais espontaneidade e alegria de viver. Desenvolvemos autoconfiança e podemos tomar as rédeas das nossas vidas, tornando-nos menos dependentes dos outros.

Cristaloterapia

Introdução aos Cristais:

Os cristais, desde as culturas antigas do mundo, eram usados para curar e equilibrar o ser humano. Na cultura antiga da índia, Grécia e Egito, os cristais eram usados para energizar remédios e auxiliar na medicina, trazendo a cura para muitas pessoas. Os cristais são poderosas ferramentas que trazem o equilíbrio natural para as partes: físicas, psicológicas e espirituais. Eles representam o poder da natureza superior. Os cristais podem ser usados em conjunto com outras terapias, tendo uma afinidade especial com a terapia de cores.
A energia que sai dos cristais, é uma composição dos elementos da natureza e dos raios vibracionais. Transmitem uma espécie de raio que é absorvido pelo corpo fisico. Esses raios absorvidos pelo corpo, desbloqueiam e alinham os chakras, que são os sete centros de energia que todos nós possuímos.
Os cristais podem ser usados nas práticas de meditações e visualizações. Podemos invocar a presença de um cristal através de nossos pensamentos, apenas imaginando sua cor. Eles trazem energia vibracional de alta frequência, amplificado e focalizado nas energias naturais do corpo e da mente.
Cada cristal tem uma função específica, de acordo com seu tamanho e coloração. Os cristais grandes como, por exemplo, a Drusa por ser um quartzo de várias pontas, é excelente para as limpezas dos ambientes.
Os cristais mais comuns são os cristais de quartzo (transparente), por sua maneira fácil de usar e alinhar os Chakras. Os cristais coloridos são usados em cima de cada um dos Chakras, a fim de atingir problemas específicos, como por exemplo uma dor de cabeça. Não é aconselhável para os iniciantes em cristais, começar com os cristais coloridos. O seu uso incorreto poderá não trazer os resultados esperados.

Primeiro Cristal:

É aconselhável para as pessoas que desejam obter um cristal, escolher um simples, como o quartzo (transparente). Segure o cristal em suas mãos e procure sentir a vibração que eles emitem. Se sentir uma mudança de temperatura nas mãos ou uma espécie de formigamento, este será o cristal ideal para você.
Após a compra do cristal escolhido, ele deverá passar por um processo especial de limpeza e energização. é importante saber que quando um cristal entra em contato com o corpo físico, ele absorve muitas energias negativas, precisando ser limpos e energizados antes de usar.
A limpeza em um cristal, faz com que todas as energias por ela absorvida sejam descarregadas. A energização devolve as energias ao cristal, desta maneira, estando pronta para usá-la novamente.

Método de Limpeza:

Apresentamos algumas maneiras de como fazer uma limpeza em seu cristal:
a) Pegue uma bacia de vidro ou de plástico (não pode ser de alumínio), coloque água e sal grosso, deixando os cristais submersos por 24 horas ou mais.
b) Separe os cristais a serem limpos, deixe-os exposto à uma chuva forte, desta maneira eles descarregam as energias negativas para a terra.
c) Pegue o(s) cristal(is) a serem limpos. Ascenda um incenso de seu gosto e assopre a fumaça em direção aos cristais. Faça este processo 3 vezes

Método de Energização:

Apresentamos algumas maneiras de como fazer uma energização em seu cristal:
a) Para quem mora perto de um rio ou riacho, é uma ótima opção, deixar a água da correnteza cair sobre os cristais por alguns minutos.
b) Deixe os cristais exposto à luz solar, no mínimo por seis horas, ou deixe exposto a luz lunar, ficando a noite inteira.
c) Pegue um ou dois cristais de cada vez. Segure-os na mão, deixando a água da torneira cobrir os cristais, imaginando uma luz dourada penetrando no cristal. Permaneça com os cristais na água por 2 minutos ou mais.
d) Enterre os cristais e deixe-os por 24 horas.
e) Deixe os cristais perto de uma Drusa (Quartzo transparente com várias pontas) por algumas horas.

Método de Programação:

Os cristais podem ser programados para determinados fins. Para iniciar uma programação em um cristal, é preciso estar em um ambiente calmo e inspirar bastante amor para dentro do cristal. Os cristais são sensíveis à mente, por isso, tenha cautela e paciência ao iniciar uma programação. Caso durante a programação surgir alguma interrupção, recomece todo o processo novamente.
Se quiser programar o cristal para outros fins, lembre-se que é preciso passar pelo processo de limpeza e de energização, e então, dê a sequência da programação.
Este processo é dividido em 3 partes:
1) Escolha um cristal de sua preferência (quartzo transparente ou qualquer cristal colorido),
2) Segure-o na mão direita, pense mentalmente qual irá ser a sua função. Ex: »Este cristal vai cura»,
3) Permaneça com o cristal na mão por mais 10 minutos.

Usos diversos:

Banhos: Para obter um efeito de energização, escolha alguns cristais de sua preferência e coloque-os em uma banheira. Após o banho, limpe-os e energize-os novamente.
Energização de ambientes: Escolha alguns cristais e coloque-os dentro de um vidro, um deles precisa ser quartzo. A medida que a água dentro do vidro for mudando de cor e ficando escuro, troque a água e lave os cristais.
Uso pessoal: Escolha um cristal e coloque dentro de um veludo e carregue-o dentro da bolsa, no bolso ou qualquer outro lugar de sua escolha. Ou coloque um cristal de sua escolha dentro do travesseiro enquanto dorme.
Plantas: Escolha um cristal de sua preferência e coloque perto da raiz da planta a ser energizada.
Para ser absorvida a energia de um cristal, vire a ponta do cristal de modo que fique direcionado à você. Se for passar energia para outra pessoa, direcione a ponta do cristal para a pessoa que irá receber a energia.